São Paulo, 04 (AE) - Ele não defende pênaltis como o goleiro Dida. Não faz gols como Marcelinho e Luizão. Nem tem a mesma classe de Vampeta e Ricardinho.
Mas para o técnico Oswaldo de Oliveira a liderança e a tranquilidade do zagueiro Adílson são essenciais ao time do Corinthians no jogo decisivo de amanhã à noite contra o América de México. O jogador até foi poupado da partida de sábado, contra a Ponte Preta, pelo Campeonato Paulista, para fazer um reforço muscular no joelho operado há 16 meses. "Não poderia ficar sem ele (Adílson) neste jogo", afirmou Oswaldo.
Campeão da Libertadores com o Grêmio, em 1995, e semifinalista
em 1996, Adílson, de 32 anos, sabe como poucos as características do confronto com equipes sul-americanas. "Existe muita catimba, os jogadores pouco se conhecem e é preciso, algumas vezes chegar mais junto e não esquentar com uma cotovelada recebida."
Fábio Luciano, de 21 anos, fará a dupla de zaga com Adílson e fala da importância do companheiro. "Ele será muito importante para nos tranquilizar, caso a partida fique complicada." Adílson disse que Fábio, apesar da pouca idade "já está criado". "Não é preciso ensinar nada a ele (Fábio Luciano); vou acabar sendo técnico dele, ele joga muito e vai jogar por muito tempo."
Adílson confia na pressão da torcida para desestabilizar o adversário. "Precisamos do Pacaembu lotado para não deixar o América respirar; eles virão para jogar pelo empate e vão tentar tirar a nossa concentração de todas as formas", disse. "Temos 90 minutos para vencer por 1 a 0."

mockup