Expectativa é de um público pequeno no jogo
Assunção - Andar pelas ruas do Paraguai significa ver o orgulho que o povo de lá sente por sua seleção. São vários os torcedores vestindo a camisa e também inúmeros cartazes espalhados pelas principais avenidas remetendo à equipe que estará na Copa do Mundo da África do Sul após bela campanha nas Eliminatórias - segundo atrás apenas do Brasil.
A paixão pela seleção mascara a desconfiança que os paraguaios têm por seus times de coração. Os times não evoluíram como o futebol mundial e sempre deixam a desejar nas competições internacionais. Resultado: estádios vazios como o Defensores del Chaco em Nacional 0 x 2 São Paulo, semana passada, com apenas 700 pagantes.
Hoje, a Polícia Nacional, em projeção animadora, espera por entre cinco a sete mil pessoas no Defensores del Chaco. Na conta, incluem cerca de mil corintianos. ''O Cerro PorteÀo é o time de maior torcida aqui, sempre leva bastante gente ao estádio'', diz Adriano Mineur, chefe 2. Cria Metropolitana da Polícia local, sem saber que 7 mil pessoas levam os times pequenos do Brasil em seus jogos.
A falta de estímulo dos paraguaios tem uma lógica. O Cerro Porteño não consegue jogar um futebol vistoso, o Olímpia amarga oito anos de jejum de títulos, e o Libertad vai sempre bem, mas afina nas decisões. ''O Cerro não terá chances diante do Corinthians'', lamenta Pedro Ortiz, torcedor do time azul-grená, que vai preferir economizar os 15 mil guaranis (cerca de R$ 6) e ouvirá o jogo pelo rádio. ''Não dá para ir ao estádio para passar raiva.'' (A.E.)





