Expectativa de chuva no GP da Bélgica
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sexta-feira, 27 de agosto de 2004
Agência Estado 
Spa, Bélgica - Todas as equipes trabalham com previsão de chuva para hoje, na sessão que definirá o grid, e amanhã, ao longo das 44 voltas do GP da Bélgica. É uma situação nova na temporada. A Fórmula 1 questiona se isso pode tornar a Ferrari ainda mais forte ou, quem sabe, reduzir a enorme diferença que a separa, este ano, da BAR, Renault, McLaren e Williams. Ontem, com pista seca à tarde, Kimi Raikkonen, da McLaren, foi o mais veloz, seguido por Jenson Button, da BAR. Michael Schumacher, da Ferrari, próximo de conquistar seu sétimo título, ficou apenas em terceiro.
Já que Schumacher e o modelo F2004 da Ferrari são superiores a todos os demais conjuntos e o carro da equipe italiana não quebra quase nunca, então que uma tempestade, por exemplo, crie algo novo na Fórmula 1. Capaz de, com um pouco de sorte, igualar mais a competição.
Rubinho registrou o oitavo tempo. Dos dez primeiros, apenas Schumacher, terceiro, e Rubinho, não usam pneus Michelin.
Antonio Pizzonia, da Williams, foi o melhor brasileiro, sétimo. Felipe Massa, da Sauber, obteve bom 11º tempo e Ricardo Zonta, Toyota, 15º.
Os tempos ficaram abaixo do esperado. Raikkonen fez ontem 1min44s701, à média de 239,8 km/h. A pole position em 2002, em Spa, foi de Schumacher, com 1min43s726, à média de 241,6 km/h. Mas explica-se: a nova Bus Stop, última chicane antes da pequena reta dos boxes, deixou o circuito um pouco mais longo e lento. De 6.963 metros a extensão chegou a 6.976 metros.
''De qualquer maneira, é sempre um imenso prazer para mim voltar a correr em Spa'', afirmou Schumacher. De novo teve de responder sobre como está encarando a possibilidade de ser campeão pela sétima vez. ''Por caráter, estou aqui para vencer. Depois vamos ver o que uma nova vitória, se a conquistar, pode me dar.''
Como lembrou a imprensa italiana, o número 7 está na vida de Schumacher nos seus melhores momentos. A Ferrari está disputando em Spa, por exemplo, a 700 corrida da sua história e Schumacher pode ser campeão pela sétima vez. Mais: se vencer em Spa, será sua sétima vitória no circuito belga. ''O número 7 tem mesmo a ver comigo'', disse o alemão, que tornou um pouco mais loura parte dos seus cabelos.
Rubinho confirmou que depois de dois anos distante de Spa, a Fórmula 1 voltou diferente. ''O desafio da Eau Rouge continua existindo, mas é menor. Há maior pressão aerodinâmica e os pneus oferecem mais aderência'', explicou. A curva Eau Rouge representa o maior desafio para os pilotos da Fórmula 1. ''Concordo, também, que a velocidade dos carros nas curvas, aqui em Spa, está muito elevada'', falou Rubinho.


