Um aci­den­te au­to­mo­bi­lís­ti­co mu­dou a vi­da da jo­vem ­Jady Ma­la­vaz­zi. Na co­li­são, ela per­deu os mo­vi­men­tos das per­nas. Mui­tos fi­ca­riam de­pres­si­vos com a no­va rea­li­da­de. Ela não. ­Jady le­van­tou a ca­be­ça e en­con­trou no es­por­te a for­ça que pre­ci­sa­va pa­ra se re­cu­pe­rar e tra­çar pla­nos pa­ra o fu­tu­ro.
  Com o ­apoio im­pres­cin­dí­vel da mãe Már­cia, ela pas­sou a pra­ti­car um es­por­te pou­co co­nhe­ci­do: o pa­ra­ci­clis­mo. Em me­nos de um ano, a ga­ro­ta de Jan­daia do Sul já se con­sa­grou cam­peã bra­si­lei­ra nas pro­vas con­trar­re­ló­gio e es­tra­da, na ca­te­go­ria H2 fe­mi­ni­no, pa­ra atle­tas com com­pro­me­ti­men­to mé­dio dos mem­bros in­fe­rio­res.
  O re­sul­ta­do lhe ga­ran­tiu uma pré-con­vo­ca­ção pa­ra re­pre­sen­tar o Bra­sil nos Jo­gos Pa­ra­pan-Ame­ri­ca­nos, que se­rão rea­li­za­dos en­tre os ­dias 19 e 27 de no­vem­bro, em Gua­da­la­ja­ra, no Mé­xi­co. ‘‘É uma mo­da­li­da­de em que meu re­sul­ta­do de­pen­de só de mim. Gos­to mui­to da sen­sa­ção de li­ber­da­de que sin­to quan­do es­tou na ­handbike’’, re­ve­la. ‘‘Tam­bém ga­nhei mui­ta for­ça nos bra­ços, o que me aju­da a fa­zer coi­sas sim­ples, co­mo en­trar no car­ro e ir pa­ra ca­ma. Me sin­to ­mais ­independente’’, com­ple­ta a pa­ra­ci­clis­ta.
  ­Após o tí­tu­lo bra­si­lei­ro, ela so­nha com um fu­tu­ro ain­da ­mais bri­lhan­te no pa­ra­ci­clis­mo. ‘‘­Quem sa­be um dia ir pa­ra as Pa­rao­lim­pía­das. ­Acho que é pos­sí­vel che­gar a es­te ní­vel. É trei­nar e trei­nar...’’

● É uma bicicleta diferenciada, pois é impulsionada pelos movimentos dos braços. Além disso, o ciclista fica quase deitado ao utilizá-la

● Evento multidesportivo para pessoas com deficiência. Sua primeira edição formal ocorreu em 1999, na Cidade do México, com a participação de 1.200 atletas de 20 países

mockup