Executivo do Londrina vê evolução no trabalho de Allan Aal
"Não podemos entrar nessa ditadura do resultado, que despreza o que vem sendo feito", disse Lucas Magalhães
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 28 de abril de 2026
"Não podemos entrar nessa ditadura do resultado, que despreza o que vem sendo feito", disse Lucas Magalhães

A pressão sobre o técnico Allan Aal aumentou ainda mais após a derrota do Londrina para o Juventude, por 1 a 0, no último sábado (25), em Caxias do Sul, pela Série B do Campeonato Brasileiro. O treinador já vinha sendo cobrado pelos tropeços em casa, que foram os empates com Goiás e Ceará e a derrota para o Sport, no Vitorino Gonçalves Dias (VGD). O time ainda não venceu como mandante na competição e chegou a cinco jogos sem vitória, somando também os resultados negativos fora de casa diante do próprio Juventude e do Atlético-GO, este último considerado o pior desempenho da equipe na temporada.
Mesmo diante do descontentamento de parte da torcida, o executivo de futebol do clube, Lucas Magalhães, saiu em defesa do treinador e afirmou que o trabalho apresenta sinais de evolução. “Sabemos da dificuldade e do momento do clube, mas não podemos perder as convicções e entrar nessa ditadura do resultado que domina o futebol hoje. Ela despreza tudo o que vem sendo construído, ignora o contexto do projeto. Temos convicção no trabalho. Nunca andamos para trás e não fugimos de momentos como este”, afirmou o dirigente.
Magalhães reforçou que o Londrina enfrentou adversários de alto nível nas seis primeiras rodadas e que a equipe tem mostrado progresso. “Vamos continuar trabalhando. Vejo evolução de performance. Quem olha de forma isenta, sem raiva, com racionalidade, percebe essa evolução. Mas precisamos transformar isso em resultado para não parecer desculpa de perdedor, e isso não vamos admitir.”
O executivo também comentou as cobranças públicas. “Uma das minhas funções é proteger o departamento de futebol. Não adianta ficar apontando culpados. Está todo mundo tentando ter razão e ganhar uma discussão, ou buscamos solução? O torcedor que ama o Londrina precisa acreditar que há gente trabalhando aqui.”
A contestação ao trabalho de Allan Aal começou há algumas semanas, após as duas derrotas para o Operário no estádio do Café: a primeira na final do Paranaense, nos pênaltis, e a segunda dias depois, pela Copa do Brasil, por 1 a 0. Desde então, o time pouco respondeu dentro de campo, salvo pela vitória na estreia da Série B, contra o Novorizontino, por 3 a 1. A sequência negativa resultou em duas notas de protesto da Falange Azul, principal torcida organizada do clube, que voltou a pedir a demissão do treinador após o revés para o Juventude.
Em uma das publicações, a organizada foi dura: “Não há mais conversa, não há mais tempo para trabalho. Allan Aal, sua permanência é um insulto ao torcedor alviceleste. Você provou ser incapaz, apático e limitado. O Londrina não é lugar para quem se esconde atrás de estatísticas vazias enquanto o time se arrasta em campo. Sua saída não é um pedido, é uma exigência imediata da maior força das arquibancadas”, escreveu a Falange Azul.
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Afastamentos
Magalhães também esclareceu situações internas envolvendo jogadores. O volante Fabiano chegou a ser afastado das atividades após um ato de indisciplina não detalhado oficialmente. Ele retornou aos treinamentos na semana passada e foi utilizado na partida contra o Juventude.
Já o atacante Vítor Jacaré continua fora dos planos no momento. Sem previsão de retorno ao grupo de relacionados, o jogador realiza trabalhos específicos para aprimorar a forma física. “Quando a comissão técnica e a diretoria entenderem que ele pode somar ao elenco, será relacionado. Ele segue recebendo salário, treinando todos os dias. Não podemos colocar as pessoas, e me incluo nisso, acima do Londrina. O que considerarmos melhor para o clube, continuaremos fazendo”, resumiu o executivo.


Matheus Camargo
Repórter de Esportes, com foco no Londrina Esporte Clube.





