EXCLAMAÇÕES DO EDITOR!
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 22 de julho de 2013
WALTER DE MATTOS JUNIOR<br>FUNDADOR E EDITOR DO LANCE!<br>walter@ lancenet.com.b 
O dever de casa
Saiu a lista anual da Forbes com as 50 propriedades mais valiosas do mundo esportivo. Na cabeça do ranking estão, em ordem, três equipes de fut: Real Madrid, Manchester United e FC Barcelona. Tem mais quatro times europeus, Arsenal (10º), Bayern (12 º), Milan (37º) e Chelsea (40º).
Com exceção das duas equipes de F-1 na lista, todas as outras franquias - como se chamam essas marcas no mundo anglo-saxão -, têm algo fundamental em comum que aqui no Brasil nem engatinha: a participação das receitas dos dias de jogos (match-day) representando na média 35% do total do faturamento dessas empresas esportivas.
Isto se deve ao fato de que as equipes são proprietárias ou controlam seus estádios/arenas e vendem grande parte de seus assentos anualmente, por meio de carnês de temporada, chamados de seasontickets, pelos quais os torcedores compram o direito de ir, no mesmo assento, a todos os jogos com mando de campo da temporada.
As novas arenas no Brasil abrem uma enorme janela de oportunidades, mas não é um processo simples. É necessário muito trabalho e competência, oferecendo um nível de serviço e comodidade que hoje só vimos por aqui nos jogos padrão Fifa, ainda que com a falha da oferta de alimentos e bebidas.
Há expertise abundante nesta área no mundo todo e dando sopa neste momento de crise na Europa e EUA. Gente que faz isto há décadas com grande resultado. É só contratar.
O êxito nesta tarefa pode gerar uma recompensa de ouro, ao multiplicar por quatro ou cinco o faturamento de bilheteria do clube e dar condições de manter ou contratar times muito melhores que seus adversários. Somos o país do futebol, temos a sétima economia do mundo e o futebol brasileiro não tem hoje nenhum representante entre os 50 da lista da Forbes. Deveria ter!

Ilusão e punição
Muita gente, ao se referir a casos de sucesso do mundo dos esportes nos EUA, se refere à NBA. Ledo engano. A liga de basquete, mais acompanhada aqui no Brasil que as outras três grandes na terra do Tio Sam, é somente a terceira da lista da Forbes, com três times entre os Top 50. Ganha da de hóquei, com uma equipe, mas perde para a de beisebol, com sete, e para a soberana liga de futebol deles, a NFL, que domina a lista com impressionantes 30 equipes.
Absolutamente todas estas 41 equipes dos esportes americanos são empresas, geridas por profissionais. Quando dão prejuízo, este é pago pelos seus acionistas, não custando nada aos cofres públicos. No Brasil, onde não há futebol empresa, os clubes acumulam dívidas, calotes, penhoras e estão sempre hipotecando o futuro, vendendo suas promessas, para pagar o almoço de hoje. Mas os dirigentes nunca são responsabilizados, pois são entidades associativas sem fins lucrativos. Melhor para eles e pior para os torcedores!

Poderosos
Ary Graça (foto), presidente da CBV e da FIVB, me conta que por ocasião da Sports Accord, feira e evento de esportes, em junho passado em Moscou, teve um encontro reservado com Putin. Como a eleição de Ary para a FIVB, contra o candidato dos EUA, havia sido decidida com dez votos . incluindo o da Rússia . obtidos a partir da influência russa sobre os países que formavam a União Soviética, o brasileiro queria agradecer ao todo poderoso Vladimir Putin, um tipo de czar moderno. E o diálogo dos dois poderosos, sendo um muito gaiato, se
deu assim:
Ary Graça: - Quero lhe agradecer muito o apoio e os votos para a minha eleição.
Vladimir Putin: - Eu não poderia votar no candidato dos EUA. Fui eu quem mandou votar no senhor.
AG: - Pensei que fosse por minha competência (risos).
VP: - Parabéns pelas mulheres brasileiras, que são muito fortes e ganharam o ouro na final feminina, contra nós. Mas nós ganhamos no masculino, contra o Brasil.
AG: - Eu sei. Fui eu quem mandou!

Milão versus Santos
Para voltar ao Peixe, declarando juras de amor, Robinho queria receber R$ 1 milhão por mês. Renovou com o AC Milan por mais dois anos, cobrando somente a metade. Embora o Santos não tenha oferecido esta quantia, dá uma ideia de quanto o craque gosta de morar em Milão, em vez de voltar ao litoral!
Chapa quente!
Na semana passada, exclamei como tem sido difícil escolher a hora certa de parar para Juvenal Juvêncio e Rogério Ceni. Sigo na torcida para que, apesar dos erros, ambos tenham um fim de carreira à altura do que já fizeram pelo clube. Mas o quadro só piora!
Proforte e as ruas
O projeto do governo para mais uma vez refinanciar e/ou perdoar dívidas dos clubes de futebol segue em discussão. É bom ser muito bem pensado e apresentado à sociedade. Num momento como este, em que o povo clama por melhores serviços, fim da impunidade e mais decência com o que é público, passar a mão na cabeça dos que gastaram mais do que deveriam por anos e agora pedem perdão exige muita convicção. E coragem!
Galo forte
Eu confio numa virada do Galo no Mineirão. Mas não podia ter tomado aquele gol de falta, numa confusão entre o Alecsandro e o Victor. Que trapalhada!


