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A conquista da Libertadores é um desses momentos na vida que faz a gente renovar a fé num tipo de justiça terrena. Ou divina, não importa. Vitória de um time de grande torcida e tradição sim, mas isso não garante esse tipo de glória, vide Botafogo e Fluminense, que nunca conquistaram esse título.
OCAM ganha por que tem uma estrutura digna dos melhores do mundo, a Cidade do Galo, com quatro ótimos campos de treino (o que nenhum time do Rio tem).
Ganha por que apostou e apoiou um treinador como Cuca, que foge do padrão dos .professores. que andam por aí, que ousa, monta equipes bonitas de se ver, mas que carregava a fama de ir bem, mas não ganhar no final. O treinador conseguiu montar um time de jogadores que vinham de fases ruins, como Jô, Ronaldinho e Tardelli, que foram decisivos para o sucesso, claro que contando com o talento e a sorte de Victor, o grande protagonista nos campos desta Liberta.
Deve ser louvado o esforço do presidente Kalil, amador no bom sentido, que exala uma paixão desmedida por este Galo de luta. Bonita foi a homenagem que fez a seu pai, Elias Kalil, quem o ensinou a amar o clube e o inspirou na sua própria paixão. O clube tem seus problemas, dívidas altas e uma perda de torcida frente ao seu principal rival, nas últimas décadas, mas pode usar esta glória como alavanca para criar um novo ciclo, condizente com a paixão que repetiu mil vezes: .eu acreditooooooooooooo!!!!


Mais paixão
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Tomara que os próximos capítulos da carreira do grande jogador vascaíno sejam escritos com a mesma tinta que ele usou para traçar os passos e passes deste seu retorno ao clube da Colina. Juninho deixou o Vasco há meses, quando suas atuações não faziam jus ao seu talento. Desde sua saída, a barca foi à deriva e ele volta como um capitão para recuperar a navegabilidade da nau da Cruz de Malta. O craque não vai poder jogar em alto nível o tempo todo e precisa de um esquema que o poupe e dê liberdade para criar e liderar os mais jovens. Alguém tem que correr por ele. Guiñazú, que não é mais garoto, vai ajudarmuito, mas não resolver sozinho. Vida longa nos campos para o Reizinho!
Federações x clubes
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Todos estão cansados de ouvir que as federações são um tipo de sanguessuga do futebol, especialmente em se tratando de clubes grandes. Agora, com a cobrança de 10% das rendas dos clubes grandes do Rio quando jogam fora do estado, isso ganha ares kafkanianos. Os times tiveram que sair do estado por não terem o Maracanã nem o Engenhão à disposição. E o que fez a Ferj para proteger seus membros mais destacados, seja quando os clubes foram proibidos de participar dos consórcios que disputariam o Maraca, ou quando apareceram os problemas do Engenhão, já conhecidos antes de eclodir a crise de março, e anunciada a interdição do estádio? Sabemos que o sistema eleitoral garante o poder aos que tiverem apoio dos clubes pequenos e garantido o esquema de votos das ligas do interior. Aí os campeonatos estaduais são montados à feição não da racionalidade econômica nem do fomento do futebol, mas para atender ao que convém aos dirigentes. Mas o que fazem na prática os clubes chamados grandes? Reclamam, choram pelas esquinas e cochicham promessas de que vão se rebelar. Eu lembro que já tentaram a formação de ligas algumas vezes, de maneira tosca, com as iniciativas não sobrevivendo a uma disputa por algum jogador, o bastante para determinar brigas que solapam a prometida união dos grandes. Não sei o que tem que acontecer para que de fato haja uma mudança. A CBF, que preside a Seleção, mas se lixa para os rumos do Fut BR, não age, pois depende dos votos das federações para tudo se manter como está. Vamos pedir aos manifestantes que incluam o fim das federações nas suas pautas!
Esperança no Rio Poliana Okimoto venceu e convenceu em Barcelona, no Mundial de Esportes Aquáticos. Fez barba, cabelo e bigode, como diriam os mais antigos, como o ouro nos 10km, prata nos 5km e bronze na prova por equipes. A atleta era esperança de medalha em Londres, já que havia vencido dez de 12 provas que antecederam os Jogos, mas teve que abandonar por hipotermia. Sobem as apostas para a simpática e sorridente paulista subir ao pódio no Rio!
Top 10 Outro dia estava numa roda de boleiros quando a conversa descambou para o puro clubismo. O ponto era o seguinte: se tivéssemos que escolher os top 10 do Brasil, quais os critérios e quais seriam os escolhidos? Meus interlocutores, grandes apoiadores do futebol, concluíram que, somando-se os tamanhos de torcidas e as conquistas, não haveria muita dúvida quanto aos primeiros nove clubes, ficando então Atlético, Botafogo e Fluminense para a disputa da última vaga. O boleiro gaúcho, torcedor do Colorado, concluiu que os tricolores e botafoguenses deveriam secar o Galo, já que uma vitória na Libertadores definiria então a décima vaga para o CAM. Para seguirmos no papo de boleiros, opinem sobre o critério para definir os top 10 para o meu e-mail, acima. Deve chover argumento!
Timão O Corinthians de Tite ainda não começou este ano ou é impressão? Tá devendo!
Sampa Não tem fundo este poço!
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