O surgimento de dois grupos na lista de esportes de alto rendimento que pleiteiam verba do Fundo Especial de Investimento no Esporte (Feipe) pode alterar o cronograma de quem já utiliza o recurso do município. A reportagem da Folha esteve ontem na abertura de envelopes, na Fundação de Esportes de Londrina (FEL), e constatou que além do handebol, futsal e basquete masculinos e do futsal feminino, dois grupos propuseram projetos para o voleibol nas duas modalidades.
Segundo Fábio Macedo, coordenador de convênios da FEL, devido às mudanças no edital com relação ao ano passado, que não prevê mais direcionamento para modalidades específicas e deixou os critérios ''mais elásticos'', grupos que já estão na ativa podem ter menos recursos disponíveis neste ano, com relação aos novos proponentes. Mesmo com o aumento de 20% no valor da verba total, que saltou de R$ 800 mil para R$ 1 milhão, o handebol e futsal que, por exemplo, utilizaram recursos na casa dos R$ 250 mil, em 2009, podem ter o orçamento reduzido.
Conforme detalha, quatro grupos pediram o teto máximo que é de R$ 320 mil (referente a 16 cotas de R$ 20 mil reais) e os outros dois o mínimo que é de R$ 100 mil (5 cotas de R$ 20 mil). Porém, para atender os seis proponentes igualmente, não há recursos suficientes visto que os pedidos somam R$ 1,48 milhão. Para racionalizar o acesso ao recurso, será necessário fazer ''um corte linear'' previsto em edital que deve reduzir o total das cotas máximas para R$ 200 mil, para dar ''razoabilidade aos critérios''.
''A princípio deve influenciar no valor. Como nós esperávamos por quatro projetos e vieram seis, todo esse pessoal vai ter que caber dentro do orçamento de R$ 1 milhão. Até agora não existe nenhuma posição da diretoria quanto a suplantar este valor, por isso acredito que será assim'', explicou.
De acordo com Paulo Chanan, presidente da Associação Desportiva Londrinense (ADL), grupo responsável pela administração do Campos do Conde/Sercomtel/Londrina, a vontade de quem lida com esporte é ver o setor crescer, mas faz uma ressalva dizendo que deve ser ''aos poucos''. Ele alega que houve um aumento no número das equipes em busca da verba para o alto rendimento, mas a ''parte financeira não acompanhou''.
'Mesmo assim, se conseguirmos R$ 200 mil será um valor maior que o do ano passado. Mas acho que (para incluir novas modalidades) tem que ser em etapas. Os que estão em um patamar de Liga Nacional, já disputando, deveriam ser enquadrados em critérios diferentes'', opinou. Outro fator que pode influenciar na divisão dos recursos é a situação da equipe de futsal feminino, que ainda precisa acertar o patrocínio com o Sercomtel. Caso não consigam, haverá disponível mais R$ 100 mil

mockup