Tailândia. Um dos países que mais faz jus ao adjetivo de lugar exótico. Seja pela rica cultura milenar, como pela paisagem exuberante, a Tailândia encanta pelas peculariedades e pelas construções suntuosas. Palácios e templos budistas, vasta área de ilhas paradisíacas, que dão a impressão de terem sido pintadas a mão. Sem contar a gastronomia que tem desde picanha até gafanhoto. Pois lá na Tailândia tem futebol também. Dentro de campo o nível não se compara ao Brasil, porém, fora dele, a estrutura é de dar invejar. E é isso que está atraindo brasileiros. Quem conta é o zagueiro Neto, ex-jogador do Londrina e filho do ex-zagueiro Marinho.
Neto passa férias em Londrina depois de cinco meses tentando ajudar o Chula United a não ser rebaixado no Campeonato Tailandês, mas não teve jeito. Viu seu time terminar o torneio em penúltimo lugar.
O zagueiro foi levado para o país do sudeste asiático pelo ex-volante do Botafogo, Carlos Roberto, atual treinador da seleção sub-15 tailandesa, e pelo então técnico do Chula, o ex-zagueiro Brasília. Neto nunca havia saído do país. Além do Londrina, ele atuou também no Iraty, no Paranaense deste ano. Logo de cara sentiu a diferença.
Além do calor intenso, o idioma atravessou o caminho do atleta. Na Tailândia a língua mais falada é o tai. ''É muito difícil. Aprendi a falar que estava com fome e que acabou o treino''.
O Chula United pertence a uma faculdade, cujo dono é proprietário de uma das torres mais altas do mundo. ''São 40 andares de shopping, depois 39 de hotel'', contou o jogador. ''Os donos dos times são milionários. São times muito bem estruturados, com centro de treinamento, academia, piscina, fisioterapia... O estádio do meu time era o único de grama sintética e dava uma diferença danada'', continuou o atleta, que apesar de ser zagueiro, atuou como volante e meia.
Um dos principais problemas de Neto na Tailândia foi com a exótica culinária local, carregada nos temperos e, principalmente, na pimenta. ''Lá eles misturam muito as comidas. Além, disso, todos os pratos vêm com muita pimenta. Eles também comem pouca carne, diferentemente da gente. Não consegui me adaptar ao tempero deles'', revelou.
Neto encontrou uma solução prática para o problema. Como morava com outro brasileiro, Reginaldo, atacante que começou no Nichika de Londrina e passou pelo Coritiba, começaram a cozinhar em casa. ''Aí sim. Eu só não achava farofa e feijão carioca para comprar. A picanha era muito barata, então a gente comia sempre'', disse, antes de ressaltar o tamanho da cidade. Neto morava em Bangcoc, capital tailandesa, que possui um aglomerado de 8 milhões de habitantes.
O jogador ainda pôde comprovar de perto as belezas naturais, culturais e históricas da Tailândia, como o Mercado Flutuante de Damnoem Saduak, o Templo dos Monges e a praia onde foi gravado o filme Piratas do Caribe. ''É um país muito bonito'', ressaltou.

mockup