Áureo Nogueira
De Londrina
Não é por falta de condicionamento físico que o Londrina Esporte Clube vai deixar de fugir do fantasma do rebaixamento, nem de tentar conseguir a classificação para os playoffs finais da Série B do Campeonato Brasileiro. Segundo o preparador físico do time, José Carlos Venturini, o elenco apresenta condições físicas acima da média e há alguns casos de excelente nível atlético.
Venturini embasa as informações nos testes de avaliação feitas pelos jogadores nos laboratórios da Clínica Start de preparação física. ‘‘Os exames verificam as condições cardiorrespiratórias e o limiar anaeróbico. Ou seja, medem a resistência orgânica e muscular dos atletas’’, detalha.
O preparador físico destaca a importância dos testes para o planejamento individual dos treinamentos. Com avaliação periódica, é possível dirigir a carga de trabalhos físicos específicos e adaptados para cada atleta, aperfeiçoando seus pontos fortes e desenvolvendo os fracos.
‘‘Estamos treinando há cerca de 80 dias, sendo 50 dentro da competição. Se, de um lado, os resultados estão sendo positivamente surpreendentes, de outro, sabemos da dedicação e da seriedade com que os atletas seguem nossas orientações nos treinamentos’’, disse Venturini.
Ele adianta que vai aproveitar a folga de 10 dias que o Londrina terá na tabela de jogos após a partida contra o CRB, na próxima quinta-feira, no Estádio Vitorino Gonçalves Dias, para implementar os treinamentos planejados a partir desta avaliação. ‘‘Estes 10 dias serão muito importantes para que possamos deixar o elenco na ‘ponta dos cascos’ para a fase mais aguda deste campeonato.’’
Se o elenco está muito bem fisicamente, enfrenta um problema que pode refletir negativamente dentro do campo: salários atrasados. Os jogadores ainda não receberam os salários de agosto, além de ‘bichos’ (prêmios extras) por duas vitórias neste campeonato e pela conquista da Segunda Divisão do Campeonato Paranaense, no primeiro semestre.
Os jogadores não falam publicamente sobre o assunto. Mas há comentários de que a situação está ficando insustentável. Um jogador disse que já está começando a gastar o que ganhou em outros clubes. Outro chegou a ironizar a cobrança da diretoria, que havia ameaçado com demissões caso o time não tivesse um bom desempenho contra o Avaí, segunda-feira à noite no VGD. ‘‘Ganhamos aquele jogo, mas o salário ainda não saiu.’’
O coordenador-Geral do LEC, Célio Guergoletto, reconhece as dificuldades provocadas pelo atraso nos salários. Mas assegura que a diretoria está se empenhando para conseguir o dinheiro. ‘‘A dívida é pior para quem deve. O problema é que não temos dinheiro. Mas estamos correndo atrás e devemos consegui-lo até sexta-feira ou sábado.’’
Guergoletto destacou que o desejo é efetuar o pagamento até a tarde de sábado, antes do embarque da delegação para São Luís, onde o LEC enfrenta o Sampaio Corrêa. O jogo estava programado para domingo, mas foi adiado para as 21 horas de segunda-feira, no Estádio Castelão.Teste de avaliação em laboratório mostra que, após 80 dias de treinos, o condicionamento físico dos jogadores está acima da média
Josoé de CarvalhoA TODO VAPORO volante Marco Antonio na esteira da Clínica Start: período de folga será usado para aperfeiçoamento

mockup