Exame pode ser decisivo para inocentar Fumaça
O advogado e presidente do Londrina Esporte Clube, Osvaldo Sestário, apresentará na próxima sexta-feira a defesa do atacante Fumaça, que foi pego no exame antidoping na derrota para o Palmeiras, dia 19 de julho, no Parque Antarctica. A contra-prova, realizada na semana passada, confirmou a presença da substância Petidina e seu metabólico Norpetidina (grupo da Morfina) na urina do jogador.
Ontem, o ortopedista Alexandre Queiroz recebeu uma declaração médica que pode dar novos rumos nos tribunais. Segundo o documento, o gastrologista Issamu Onishi, que tratou a úlcera duodenal do jogador, receitou um injeção à base da Petidina antes da endoscopia. O medicamento seria para sedar o jogador que sofria uma crise com fortes dores estomacais. ''Esse é um procedimento de rotina, a substância exerce um papel sedativo e analgésico no organismo. O Fumaça passava por uma crise e precisava fazer o exame'', disse Queiroz. Segundo ele, a substância pode funcionar como estimulante desde que ministrada em grandes quantidades. ''Não é o caso dele. No exame foram usadas apenas 50mg'', disse.
Fumaça está preventivamente suspenso por 30 dias, mas Sestário acredita que o jogador poderá ser absolvido de punições mais severas porque não houve dolo no caso. ''Ele teve de fazer o exame porque era necessário e não usou a substância para se beneficiar na partida'', justificou. O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) ainda não divulgou a data do julgamento. (G.G.)





