As demandas trabalhistas contra o Londrina parecem não ter fim. A mais recente tem como reclamante o ex-diretor-técnico e ex-treinador Raul Plassmann, que dirigiu o clube entre dezembro de 2003 e maio de 2004. Ele ingressou com uma ação em maio deste ano cobrando salários atrasados e verbas rescisórias por ter sido dispensado, conforme a sua versão.
Amanhã, às 8h35, acontece a audiência inaugural do processo, que corre na 1 Vara do Trabalho de Londrina. O advogado de Plassmann no ação é Wilson Leite de Morais.
De acordo com os autos, Plassmann diz ter sido dispensado no dia 15 de maio de 2004 e pede a baixa em seu contrato de trabalho, no qual era registrado como diretor-técnico e recebia R$ 2 mil mensais, ''mais R$ 10 mil pagos por fora''. Seu advogado pede uma indenização no valor de R$ 15 mil, referentes a salários, horas extras e proporcionais de férias, FGTS e 13º salário.
A Folha entrou em contato por telefone com Plassmann em Curitiba (é o atual secretário municipal de Esporte e Lazer da Capital) e ele disse que está requisitando apenas o que lhe é de direito. ''Quero só o que me devem. Estou desde 2004 tentando receber os atrasados e fiz vários contatos com o Marcelo Leal (vice-presidente na gestão de Carlos Alberto Garcia - 2003/2004), mas a situação foi se arrastando durante todo o ano passado sem solução. Até que decidi apelar à Justiça'', informou.
Plassmann quer receber as verbas rescisórias, porque alega ter sido demitido pelo então presidente Garcia, em maio de 2004. ''Lembro que estávamos no Estádio do Café e ele me pediu para sair pelo fato do meu salário ser elevado. Eu disse: bom, se você está me mandando embora, eu vou, mas só me paga o mês e os atrasados'', contou.
O advogado do LEC nesta ação, Ricardo Ramalho Cardoso, tem outra versão. ''De acordo com o que verifiquei com Garcia (Carlos Alberto), o Raul é quem pediu as contas. Vou consultá-lo (Garcia) novamente e provavelmente pedirei que seja testemunha do Londrina no caso'', adiantou.
Ainda segundo Cardoso, a alegação de Plassmann de que além dos R$ 2 mil registrados em carteira, ele recebia R$ 10 mil ''por fora'' não consta em nenhum recibo. ''A atual diretoria desconhece estes pagamentos'', disse o advogado.
O embate jurídico promete novos capítulos, sendo que o primeiro será a audiência marcada para amanhã. Pensando em proteger os futuros investidores do clube de novas ações trabalhistas, o presidente do Conselho Deliberativo, Fábio Theóphilo, disse ontem que estuda desvincular o futebol profissional das atividades administrativas do clube. ''Assim, o Londrina poderia atrair investidores com mais facilidade, com a garantia de que os valores seriam mesmo destinados ao futebol'', explicou Theóphilo em entrevista à Paiquerê AM.

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