Ex-tesoureiro dos anos 70 comemora reencontro com time
Campo Grande - Era um domingo à tarde e a família estava reunida. Não era nenhum almoço na casa da avó, ou então em alguma churrascaria. O ''passeio'' era no Estádio Morenão para matar uma saudade. ''Queria ver o Tubarão de qualquer jeito'', contou o representante comercial Ivan Prado, tesoureiro do Londrina na década de 70, que trocou Londrina por Campo Grande há cinco anos.
Prado levou a esposa Sônia, o filho Célio e um grupo de amigos para torcer para o Londrina. Todos devidamente uniformizados, menos o próprio Ivan. ''O Agostinho (Garrote, presidente do LEC) ficou de trazer uma camisa daqui há duas semans, quando o time voltar para jogar contra o Cene'', afirmou sorridente o ex-tesoureiro, que deu ao filho de 13 anos a camisa usada por Carlos Alberto Garcia no Brasileiro de 77.
No sábado, ele e os amigos fizeram um churrasco para a direção do clube. Festa antecipada, já prevendo a goleada que estava por vir. ''É a maior alegria que tô vivendo. São dois dias extasiado'', contou Prado.
Mas não foi só ele que gostou do reencontro. ''É por causa dessas e daquelas pessoas que eu não abondono o barco e sigo lutando com as forças que tenho para manter o Londrina vivo'', disse Garrote, emocionado e apontando primeiro para a família de Prado e depois para a Falange Azul, que acabava de entrar no Morenão. (T.M.)





