São Paulo - Márcio Bittencourt oficializou sua saída do Corinthians e espera agora um convite para continuar sua carreira de técnico. Demitido do clube no último domingo, após a vitória contra o Flamengo, Márcio havia assumido em maio. Deixou o Corinthians na segunda posição do Nacional, com 50 pontos.
O aproveitamento dele, de 65,4% dos pontos, é o melhor entre todos os últimos 19 técnicos que dirigiram a equipe desde 1990. ''Sei que fiz um grande trabalho no Corinthians. Os números mostram isso. Agora é seguir a carreira em outro lugar'', declarou Márcio, que continuará recebendo salários - de R$ 23 mil - do ex-clube até o final de seu contrato, em dezembro deste ano.
A decisão pela saída de Márcio foi tomada na quinta-feira da semana passada. Dirigentes da parceria Corinthians/MSI chegaram à conclusão que ele não tinha experiência suficiente para conduzir o time ao título do Brasileiro.
O presidente corintiano, Alberto Dualib, foi convencido pelos vices Andrés Sanchez e Nesi Curi a aceitar a contratação de Antônio Lopes. O nome dele foi sugerido pelo diretor da MSI, Paulo Angioni, e aceito por Kia Joorabchian.
Márcio recebeu convite da diretoria corintiana, com aval do novo treinador, Lopes, para retornar à função de auxiliar, que exercia na equipe antes de ser efetivado com técnico, mas recusou.
Ele já havia antecipado que sairia aos jogadores do Corinthians após o duelo com o Flamengo. ''Não tinha condições. O novo técnico tem que ter liberdade. Agradeço ao Corinthians por tudo, mas ali não teria mais função. Eu fiz um trabalho lá, e eu seria uma pedra no sapato do Lopes. Eu não faria isso para ninguém. Já havia falado que, enquanto tivesse o grupo nas mãos, ficaria. Depois disso, eu sairia. Não seria digno ficar agora'', declarou.
Uma das opções para Márcio é tentar um emprego no futebol japonês. Quando ainda era técnico do Corinthians, que recebe o Brasilense no domingo, ele afirmou ter sido sondado por um amigo para dirigir um clube no Japão. ''Cheguei a conversar sobre essa possibilidade, mas ainda não há nada definido'', afirmou o técnico, que deve ter seu irmão Nenê como auxiliar-técnico.
Márcio disse que ainda não recebeu propostas e que, se não conseguir um emprego agora, só deve voltar a trabalhar no próximo ano. ''Não tenho pressa para definir meu futuro'', disse.
Sul-Americana - Márcio disse que assistiu pela tevê ao empate do Corinthians contra o River (1 a 1), resultado que classificou o time paulista para as quartas-de-final da Copa Sul-Americana. ''Eu tinha certeza que o time iria passar desta fase'', disse. Márcio garantiu ainda que a decisão de poupar os titulares no jogo de ida (empate por 0 a 0) foi tomada em conjunto com a diretoria. ''Tínhamos acertado que o time seria poupado aqui (em São Paulo) e iríamos com todos os titulares para a Argentina'', contou.

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