Ex-pugilista relembra época de ouro do boxe
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quarta-feira, 22 de outubro de 2003
Agência Estado 
São Paulo - Por alguns instantes, terça-feira, o Baby Barioni, na zona oeste de São Paulo, respirou os ares dos anos 60 e 70, décadas em que apesar da falta de estrutura o boxe brasileiro criou seus ídolos. A entrega, com 28 anos de atraso, do cinturão dos médios-ligeiros do Conselho Mundial de Boxe (CMB) a Miguel de Oliveira foi só o pretexto para a velha guarda do esporte se encontrar e reviver em parte aquela época. ''Temos aqui nesta noite o prazer de receber a história do pugilismo nacional'', anunciou o presidente da Federação Paulista de Boxe, Newton Campos.
O homenageado subiu ao ringue para receber o belo cinturão de Éder Jofre, o primeiro campeão mundial pelo Brasil. ''Fico emocionado em poder corrigir essa falha histórica'', disse Éder. Miguel, com 56 anos, já não tem a forma física do longínquo 7 de maio de 1975, quando, em Mônaco, derrotou o espanhol José Duran por pontos. A idade chegou e a fama... ''Popularidade só tenho entre o pessoal que gosta do esporte. Na rua, ninguém me reconhece.'' E dinheiro? ''Ninguém da minha época ficou rico'', responde seco.
Mesmo assim não reclama. ''Fiz vários amigos nesse meio, o boxe é minha vida.'' Hoje, ganha a vida como preparador físico. Antes, arriscou-se como treinador de boxeadores como Adílson Maguila.


