Ex-pugilista recebe cinturão
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sábado, 18 de outubro de 2003
Agência Estado 
São Paulo - O pugilista Miguel de Oliveira precisou esperar 28 anos para receber o cinturão de campeão dos pesos médio-ligeiro do Conselho Mundial de Boxe (CMB), que ganhou em Mônaco, em maio de 1975, ao derrotar o espanhol José Duran, numa luta de 15 assaltos, por pontos. O título estava vago não havia um campeão para levar o cinturão à luta. O CMB prometeu mandar, mas o objeto deve ter extraviado na viagem ao Brasil. O fato é que Miguel de Oliveira nunca recebeu o cinturão. A falha será corrigida nesta terça-feira (21), às 20 horas, com uma cerimônia de entrega do cinturão a Miguel, durante o programa de lutas do Campeonato Paulista, no ginásio de boxe do Baby Barioni, em São Paulo.
O CMB mandou fazer o cinturão e o presidente da Federação Paulista, Newton Campos, que também é vice-presidente honorário vitalício da entidade internacional, está com o cinturão que será entregue a Miguel de Oliveira, hoje com 56 anos. Campos recebeu o cinturão, na 41 convenção anual do CMB, na Rússia, do presidente da entidade, Jose Sulaiman.
Além do escudo central, o símbolo da conquista tem gravado em cerâmica os retratos de Miguel de Oliveira e dos pugilistas Muhamed Ali e Joe Louis.
''O cinturão é um símbolo importante de um momento de consagração máxima. Estou ansioso por pegar um cinturão que é meu, mas nunca tive a oportunidade de colocar. É certo que ele está no meu coração. O objeto será apenas a materialização do sonho já realizado'', disse Miguel, após receber a notícia de que, finalmente, poderá colocar o seu cinturão. Miguel, é professor de Educação Física, e atua como preparador-físico e em academia, com boxe educativo, recreativo e terapêutico.
''Eu tinha vivência, já havia disputado o título duas vezes, estava bem treinado, embora o Duran, campeão europeu, fosse rival difícil. Eu era o primeiro e ele o segundo do ranking. Lembro dos golpes, das conversas com meu técnico, dos comentários, da emoção da vitória.... É muito tempo, mas para a minha mente foi ontem'', ressalta o ex-pugilista.


