Peter Silva nega, mas articula sua volta ao comando da FBA. Ele deve apresentar o dossiê de defesa nos próximos dias e está convicto de que será inocentado. ''Minha preocupação maior é limpar o meu nome. Não penso em voltar à presidência. Estou juntando provas, estou bem orientado juridicamente, bem cercado politicamente e tenho convicção de que vou provar a minha inocência'', afirmou Peter, que vai processar Eduardo Palhares. ''Quanto aos clubes, cada um tem o que escolhe''.
Ele não quis dizer quem está por trás da articulação de Palhares, conforme acusou. Mas deixou no ar a possibilidade de a Federação Paulista de Futebol (FPF) ter incentivado a bancada paulista da Série B Santo André, Guarani, Portuguesa, Ituano, União Barbarense, Paulista e Marília a se rebelar contra a gestão dele. ''A FPF sempre quer o poder do futebol brasileiro. Quer a FBA, quer a CBF. É um ano eleitoral e que também termina o contrato com a TV Globo. Vamos renovar, então...'', sugeriu.
Peter confirmou que há parcelas em atraso, referentes às cotas de transmissão. Segundo ele seriam duas, no valor de R$ 50 mil cada uma. Peter também foi acusado de negociar em nome dos clubes com a rede de televisão sem a autorização das equipes. No dossiê de defesa, foram anexadas todas as procurações dadas por todos os sócios fundadores da FBA, liberando-o para negociar.
''Hoje a entidade não tem R$ 1 em caixa. Nestes dois anos tivemos uma despesa de cerca de R$ 55 milhões e só com a Globo conseguimos R$ 32 milhões. R$ 10 milhões vieram da CBF e o restante foi obtido de placas e produtos comercializados'', contou Peter.
O advogado e ex-presidente do Londrina Esporte Clube (LEC), Osvaldo Sestário Filho, continuará no cargo de diretor jurídico da FBA, mesmo sendo indicado por Peter. (T.M.)

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