São Paulo - Presidente que levou o Santos à conquista de dois Brasileiros na década passada, período em que o time da Vila lançou Diego e Robinho, Marcelo Teixeira está fora do comando do clube desde o fim de 2009. Mesmo assim, acompanha a vida política do Santos de perto e faz severas críticas ao modelo de gestão, "que faz oposição entre eles mesmos".
Em entrevista ontem, Marcelo Teixeira falou sobre o atual momento vivido pelo Santos. O nono lugar na classificação do Brasileirão é considerado por ele como "bom demais" se for levado em consideração o planejamento realizado pela diretoria, que efetivou um técnico interino até o fim da temporada. "Com todas suas limitações de experiência, o Claudinei Oliveira está mantendo o time numa posição intermediária, mesmo que o Santos não tenha equipe para isso", afirma Teixeira, que vê a má administração dos recursos financeiros como uma das principais responsáveis pela campanha ruim na temporada.
Sobre as contas do Santos, o ex-dirigente demonstrou preocupação. "Fizemos um cálculo nos últimos tempos e vimos que nenhuma administração em toda a história do Santos conseguiu arrecadar tantos recursos quanto agora, mas, mesmo assim, o clube se encontra em crise financeira, sem um bom grupo e com seu patrimônio sem crescer", diz. Marcelo Teixeira avalia que o comando santista investiu mal após a conquista da Libertadores de 2011. "Depois de uma conquista, você precisa ter preocupação com a reformulação do elenco e em investimento na estrutura do clube. Se você avaliar bem, o Santos não fez nem uma coisa nem outra."

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