Ex-presidente atira para todos os lados
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quinta-feira, 17 de abril de 2008
uciano Balarotti<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Como uma fera acuada, o ex-presidente da FPF, Onaireves Rolim de Moura, disparou para todos os lados às vésperas da eleição que decidirá o futuro da entidade. Visivelmente abatido (perdeu 42 quilos nos cinco meses de prisão) e alterado, o cartola afirma não apoiar nenhum dos candidatos a ocupar seu antigo cargo. ''Todos eles me procuraram, mas eu não atendi nenhum deles''.
Segundo Moura, que convocou entrevista coletiva em local inusitado - a clínica geriatra onde faz tratamento médico -, tudo o que vem se falando sobre as dívidas da FPF são mentiras. ''O atual presidente diz que a federação deve R$ 50 milhões, mas eu tenho um documento que prova que a dívida não passa dos R$ 75 mil. E eu deixei fundos para pagá-la. O maior credor da federação chama-se Onaireves Rolim de Moura, que tem R$ 4 milhões a receber por ter salvo a FPF da falência em 2007'', afirma.
Segundo o ex-dirigente, as outras duas principais dívidas, com a Prefeitura de Curitiba e com a Previdência Social, são facilmente pagas. ''Os R$ 6 milhões de IPTU podem ser parcelados. O mesmo acontece com os R$ 8 milhões do INSS depois da criação da Timemania. Se a federação estava falida, porque os três candidatos estão fazendo esta guerra de liminares para lutar pela presidência?'', questiona.
Outro fato que incomoda o ex-presidente é a situação do Pinheirão. ''É uma vergonha estar interditado. Ele é o único que tem laudo do Corpo de Bombeiros e já recebeu jogo da seleção. Nunca houve um torcedor ferido lá, enquanto houve gente que morreu ao cair no fosso em outros estádios. E o pior, tentaram leiloar este patrimônio, que vale R$ 70 milhões por apenas R$ 9 milhões'', ataca, defendendo a recuperação do grande marco de sua gestão, que se transformou em um grande elefante branco.
Mas a verborragia de Moura é reservada especialmente ao governador Roberto Requião. ''Porque ele não pagou os gastos que se comprometeu a assumir com a reforma do Pinheirão para o jogo entre Brasil e Uruguai. Porque ele não pagou pela transmissão do Estadual de 2005. Sem falar também a Copel e a Sanepar, que colocaram suas marcas no estádio e não pagaram à federação'', enumera, afirmando ainda que é ''homem suficiente para ser preso pela quarta vez por dizer a verdade''.


