Ex-pivô acredita em medalha no Rio
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segunda-feira, 15 de setembro de 2014
Rafael Souza<br>Reportagem Local 
A avaliação de quem esteve dentro de quadra é de que a campanha brasileira no Mundial da Espanha, mesmo com a derrota por quase 30 pontos para a Sérvia nas quartas de final, serviu para resgatar o moral do basquete verde e amarelo no cenário internacional. O próprio presidente da Confederação Brasileira de Basquete (CBB), Carlos Nunes, afirmou dias depois da eliminação que o Brasil recuperou a hegemonia sul-americana e comprovou ter um time forte, com condições de crescer.
Para quem já vestiu a camisa da seleção brasileira, a sensação que fica é a mesma. Josuel dos Santos, pivô que disputou duas Olimpíadas, dois Mundiais e foi campeão sul-americano e pan-americano com o time nacional, gostou da apresentação do time de Rubén Magnano no Mundial. Segundo ele, o Brasil deixa uma boa imagem para a sequência do trabalho, que tem como objetivo final conquistar uma medalha nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016.
"Acredito que fomos bem, geramos uma expectativa boa, diferente de antes, que eram somente dúvidas. Dessa vez conseguiu gerar essa expectativa por conta da primeira fase, que foi muito boa. A batalha do Brasil é muito grande, não é só jogar, em acreditar, ter credibilidade, envolve muito mais", diz o ex-pivô, que esteve em Londrina na semana passada para trabalhar pela primeira vez como embaixador dos Jogos Escolares da Juventude (JEJs).
O ex-jogador creditou boa parte dessa "boa expectativa" gerada pelo time comandado por Magnano à vitória sobre a Argentina, nas oitavas de final. "O fato de ter vencido a Argentina, da forma como foi, deu um novo ânimo. Foi importante porque há anos não ganhava em fases decisivas em torneios mundiais", comentou Josuel, citando a vitória sobre os hermanos por 85 a 65.
A preparação da seleção se volta agora para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, no qual jogadores e comissão técnica acreditam que será possível voltar a brigar por uma medalha. Para o ex-pivô, o Brasil mostrou estar no caminho certo. "Como a gente pensa para o futuro, é um processo, para as Olimpíadas.
Acredito que teremos uma seleção forte, que vai jogar em casa, e este pessoal com moral, podemos criar uma expectativa boa novamente", avaliou.
Aposentado há dois anos, o ex-pivô de 43 anos continua trabalhando com basquete. Em Agudos, no interior paulista, ele coordena um projeto de formação de novos jogadores do Instituto de Gestão Sustentável do Esporte (IGSE), e também quer começar a dar aulas em breve. "Estou me formando agora e tenho a ideia de dar treinamentos específicos para pivôs", planeja.


