O sucesso do inglês Mark Blundell, do italiano Alessandro Zanardi e do estreante escocês Dario Franchitti ajuda a Fórmula Indy a ganhar prestígio na Europa. Para Blundell, a categoria terá mais pilotos europeus no ano que vem e, possivelmente, patrocinadores. A Indy correrá na Europa pela primeira vez em junho de 99, num oval que está sendo construído pela Mercedes na Alemanha.
Blundell prevê a transferência de pilotos da F-1 para a Indy. ‘‘Acredite, ninguém mais na Europa acha que esta categoria é hobby’’, afirmou. ‘‘O automobilismo na América do Norte está se tornando a melhor opção profissional para um piloto.’
Vários ex-pilotos da F-1 já estiveram nos autódromos da Indy conversando com donos de equipes. O austríaco Karl Wendlinger, o finlandês J. . Lehto, o italiano Ivan Capelli, os franceses Eric Bernard e Erik Comas, o inglês Alan McNish e o campeão de F-3000 Jorg Muller buscam oportunidade de mostrar valor. No fim deste ano, outros desempregados da F-1 poderão procurar a Indy, casos do austríaco Gerhard Berger e do francês Jean Alesi, que perderam a vaga na Benetton para os jovens Giancarlo Fisichella e Alexander Wurz, e o japonês Ukyo Katayama, pretendido pela Toyota.
A Indy poderá ter uma equipe européia em 98. O sueco Stefan Johansson e o sócio Vern Schuppan, também ex-piloto de F-1, já têm um time de Indy Lights e querem subir de categoria no ano que vem. O problema é patrocínio. As empresas européias têm pouco interesse na Indy porque na maioria dos países as corridas não são mostradas ao vivo.
Na Inglaterra, a Indy ganhou fãs a partir de 93, com a transferência de Nigel Mansell. Com o sucesso atual de Blundell, as revistas especializadas começam a aumentar o espaço destinado à categoria.

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