São Paulo - O ex-piloto japonês Aguri Suzuki, 45 anos, anunciou ontem em Tóquio que pretende colocar mais uma equipe na F-1 para a próxima temporada. Em parceria com a Honda, ele formou a Super Aguri F-1, que já entrou com pedido de inscrição na Federação Internacional de Automobilismo (FIA) para participar do Mundial de 2006. Se a solicitação for aceita, a próxima temporada da F-1 terá 11 equipes.
Suzuki terá que esperar até dezembro para saber se a equipe será aceita já para a próxima competição e admite que terá uma corrida contra o tempo para colocar a escuderia no grid.
O ex-piloto, que busca patrocinadores, disse ainda que já tenta a contratação de seu compatriota Takuma Sato, piloto que foi dispensado neste ano pela equipe BAR.
A Super Aguri F-1 deverá correr com motores V8 da Honda e tem uma oferta para usar pneus Bridgestone. Os chassis deverão ser feitos na antiga fábrica da Arrows, em Oxfordshire, na Inglaterra, mas a sede da escuderia será em Tóquio. ''Sonho ver a bandeira japonesa tremulando no pódio'', disse Suzuki.
O exato nível de envolvimento da Honda ainda permanece obscuro, apesar de Suzuki ter admitido que boa parte do projeto foi assistida por seus engenheiros. Especulava-se que o time seria uma segunda BAR, com todas as partes do carro sendo fornecidas pela escuderia.
Durante a última semana, o presidente da BAR, Nick Fry, declarou que o papel da BAR será de suporte para a Aguri. ''Estrear na F-1 é um grande passo. Requer contratação de muitas pessoas, detalhes logísticos e compra de muitos equipamentos. O que estamos fazendo com a nova equipe é auxiliar exatamente no que precisa ser feito entre agora e o início da próxima temporada'', afirmou.

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