Rio, 25 (AE) - Recordista de vitórias e títulos na categoria 500 cilindradas, a principal do motociclismo, o italiano Giácomo Agostini pode ser comparado ao argentino Juan Manuel Fangio, cinco vezes campeão de Fórmula 1. Ele conquistou oito títulos numa época em que tanto as corridas de carro, como as de moto, ainda começavam a se desenvolver.
"As motos tinham o mesmo design que as atuais, mas hoje os motores são mais potentes", explicou. O italiano correu entre 1964 e 1977 e, além dos títulos na 500 cc, também ganhou sete campeonatos na categoria 350 cc, que foi extinta. Isso só foi possível porque ele disputou as duas categorias simultaneamente.
Como o Mundial de Motovelocidade tornou-se mais competitivo, Agostini não acredita que o australiano Micheal Doohan, que ganhou cinco títulos nas 500 cc, iguale o seu recorde. "Ele ainda terá que se recuperar das contusões que sofreu no acidente", afirmou o italiano, referindo-se ao problema que impossibilitou a participação de Doohan na temporada de 1999. "Depois de um ano parado, é muito difícil voltar a competir em alto nível." Agostini observou que nunca teve nenhuma contusão séria em sua carreira. "Apesar do risco no esporte ser grande, tive muita sorte", admitiu. Ele lembrou com saudades da moto Augusta, que utilizou na maioria das 122 corridas que venceu, sendo 64 nas 500 cc.
Ao abandonar a carreira de piloto, em 1976, Agostini disse ter sentido falta do "ambiente da motovelocidade". Assim
assumiu a direção da equipe Kagiva, na qual Alexandre Barros chegou a correr, no início da década de 90. "É um piloto muito bom, que possui técnica", elogiou. Hoje, ele acompanha a temporada como comentarista da rede de televisão italiana, RAI.

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