Ex-número 1, Wozniacki revela que se aposentará do tênis após Aberto da Austrália


Agência Estado
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Número 1 do ranking mundial da WTA por 71 semanas, a dinamarquesa Caroline Wozniacki resolveu colocar um ponto final em sua carreira. Nesta sexta-feira, a tenista de 29 anos anunciou que vai parar de jogar profissionalmente e marcou um evento especial para isso. Será depois do Aberto da Austrália, local onde em 2018 conquistou o único título de Grand Slam de seu vitorioso currículo. O torneio em Melbourne será disputado entre 20 de janeiro e 2 de fevereiro de 2020.

"Eu pensei sobre isso por muito tempo. Claramente não é uma decisão fácil de se tomar e acho que nunca vai ser. Tênis é algo que fiz a minha vida inteira: acordo, treino e jogo torneios. Mas há muitas outras coisas para fazer e adoraria ter essas experiências", contou a dinamarquesa, em entrevista publicada pela revista People.



Wozniacki assumiu a liderança do ranking da WTA pela primeira vez em 2010. Neste ano ainda não havia sido campeã de um dos quatro Grand Slam (Roland Garros, Wimbledon e US Open, além do Aberto da Austrália), o que gerou várias críticas. Ela foi a 20.ª tenista na história a comandar a lista.

"Eu amo estar lá, o apoio dos fãs sempre é incrível. Quero terminar jogando enquanto eu ainda amo esse esporte. Gosto muito de estar lá em quadra, acredito que ainda possa bater as melhores do mundo e é assim que quero terminar minha carreira", afirmou a atual número 37 do mundo, que passou em branco na última temporada, não levantando um título sequer. Tem 30 ao todo, sendo que o do WTA Finals em 2017 é outro dos mais destacados.

A dinamarquesa também ressaltou que tem planos para o futuro. Um deles se refere a ajudar quem também sofre de artrite reumatoide, doença inflamatória crônica que a fez sofrer nesta temporada. "Nos últimos meses percebi que existem muitas coisas na vida que não consigo alcançar dentro de uma quadra de tênis. Me casar com David (Lee, ex-jogador da NBA) era uma dessas metas e começar uma família com ele enquanto continuo a viajar pelo mundo ajudando a aumentar a conscientização sobre artrite reumatoide são paixões que tenho para o futuro", revelou.



Wozniacki garantiu que a doença não foi um fator na decisão. "Não acho que isso esteja me atrapalhando. Claro que torna algumas coisas mais desafiadoras, mas me sinto ótimo no dia-a-dia. Sinto que posso fazer qualquer coisa e ganhei alguns dos meus maiores títulos da minha carreira com esta doença", explicou a dinamarquesa. "Como sempre disse para mim mesma, quando o tempo chegasse, haveriam coisas além do tênis que eu gostaria de fazer. Esse o momento de fazer isso", completou.

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