O ex-lateral direito do Londrina, Binho, pendurou de vez as chuteiras. Entretanto, ele não abandonou o futebol. Aos 32 anos, ele deixou os gramados para ser observador de garotos. A carreira foi abreviada devido às constantes lesões. Foram sete cirurgias. Quatro delas no mesmo joelho.
  Após encerrar seu vínculo com a Lucchese, da Segunda Divisão da Itália, no meio do ano, ele recebeu um convite de um forte grupo de agentes de jogadores, o Pentagon, que cuida da carreira de atletas como Luca Toni, do Bayern de Munique, Pirlo e Inzaghi, do Milan, e do irmão dele, o zagueiro Cribari, da Lazio, para ser observador na América do Sul. ‘‘Foi uma proposta tentadora. Era a grande chance de encerrar a carreira e já ter uma oportunidade de trabalhar num grupo tão forte’’, disse Binho.
  Ele está no Brasil para a sua primeira visita na nova função. Já rodou por São Paulo, Curitiba e pela região de Londrina, observando garotos. A cada três meses, Binho deve vir à caça no Brasil.
  O objetivo, segundo ele, é achar jovens com idade entre 15 e 17 anos com potencial e sem oportunidades aqui no Brasil. ‘‘Não queremos jogadores de grandes clubes, mas sim de escolinhas que não tem uma estrutura aqui para oferecer para o garoto, nem contatos lá fora, que possam dar uma chance para o menino’’, disse o ex-jogador.
  Ele tem um projeto a longo prazo com o irmão. Querem abrir uma escolinha de futebol no Brasil, provavelmente em Londrina. ‘‘Queremos ter o nosso centro de preparação dos garotos para dar seqüência nesse trabalho’’, afirmou.
  Binho começou a carreira no Londrina, onde foi campeão estadual de juniores e quarto colocado na Taça São Paulo de 1994.

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