Apesar da crise que se abateu no futsal de Londrina dos anos 80 para cá, atletas e dirigentes afirmam que mesmo assim quem viveu a época tem também ótimas lembranças.
Diferente do que acontecia nas décadas de 60 e 70, em que o time da Cacique era o 'bicho-papão' de títulos na cidade e até no Estado. ''Não tínhamos mais jogadores como antes mas os clubes tinham times de qualidade. A década de 80 foi marcada pelo equilíbrio'', recorda o ex-presidente da Liga de Futebol de Salão de Londrina, Gumercindo Marcantônio.
O diretor da Lusinha, Amarildo Vieira, é um deles. ''Eu fui diretor de arbitragem e também árbitro. Apitei grandes partidas e tivemos boas revelações, como o Héber Roberto Lopes (que hoje faz parte do quadro da Fifa)''.
''Eu ainda era moleque, em 1986 e 87, quando vi partidas em que o Palácio do Futsal ficava lotado. Tinha gente até pendurada na estrutura de metal do teto do ginásio para ver as partidas do (campeonato) Citadino'', lembra David, que começou a jogar em 85 e hoje está no elenco do Londrina/AABB.
O ex-goleiro Caio, que jogou de 75 a 95 em Londrina, afirma que o interesse do público ainda era muito grande em meados de 80. ''Mesmo com bilheteria, enchemos o ginásio na reinauguração do Moringão, em 86. Na ocasião, nós (seleção de Londrina) vencemos o Corinthians por 3 a 1. As partidas de campeonatos, como a Copa Tibagi, eram transmitidas pela televisão e todo mundo assistia.''
Caio também lembra de uma histórias curiosa. Ele, que não costumava jogar de luvas e teria lançado a moda do goleiro jogar com mangas curtas, chegou a atuar em uma partida pelo PeÀarol, do Uruguai. ''Vencemos o PeÀarol aqui e a equipe deles se apresentaria em outras cidades do Paraná. Só que o pai do goleiro deles faleceu e me convidaram para jogar, porque eu tinha feito uma boa partida. Achei legal mas difícil foi convencer os adversários que o PeÀarol era mesmo do Uruguai, já que todo mundo me conhecia no Paraná'', conta. (C.Y.)

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