Há um sentimento de perplexidade no universo do futebol pela derrocada da seleção brasileira - há seis jogos sem vencer e há três anos sem convencer. Poucos apontam uma saída a curto prazo da crise que se agrava a cada mês e, numa análise atormentada, tentam entender os porquês do fracasso. Nem mesmo uma vitória por goleada neste domingo, contra o Peru, pela segunda rodada da Copa América, seria capaz de reverter ou atenuar a incredulidade e a falta de prestígio da seleção.
O que levou a seleção a uma situação tão medíocre? Para o ex-ponta Jairzinho, a falta de um calendário racional foi um dos motivos. Ele considera que a fase ruim começou há bastante tempo, mesmo antes da conquista da Copa do Mundo de 1994. ‘‘Já não éramos os melhores ali, ganhar Mundial nos pênaltis não faz parte da nossa tradição.
Carlos Alberto Torres, capitão do Tri diz que ‘‘a seleção se banalizou, enfrentando tudo quanto é tipo de adversário e a toda hora.’’ Para o capitão da campanha de 1970, o modelo das atuais eliminatórias mostrou-se incompatível com o futebol brasileiro. ‘‘Não dá para se reunir segunda-feira e jogar dois dias depois.’’

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