São Paulo - Álvaro Morata, de 22 anos, comemorou muito discretamente o gol mais importante de sua ainda curta carreira de jogador profissional. Não importa que seu chute, depois de dominar a bola no peito dentro da área, tenha definido o adversário do Barcelona na decisão da Liga dos Campeões da Europa, no dia 6 de junho, em Berlim.
O atacante espanhol decretou o empate por 1 a 1 contra o Real Madrid, ontem, na segunda partida da semifinal, e recolocou a Juventus na final do torneio após 12 anos.
Morata sente gratidão por seu antigo clube. Era jogador do Real até dez meses atrás. Mais que isso: tornou-se profissional no gigante espanhol.
Seus gols - ele já havia marcado uma vez na vitória por 2 a 1 dos italianos no primeiro jogo do mata-mata- corroboram brincadeira que é mania entre os fãs de futebol na internet: a Lei do Ex.
Diz a "maldição" que um atleta sempre terá boa exibição e prejudicará o antigo clube quando reencontrá-lo.
O ex da vez, Morata, é natural de Madri e torcedor do Real desde a infância. Chegou ao clube com 17 anos e conquistou a última Liga dos Campeões como reserva.
Em busca de mais chances de jogo, foi para a Juventus em julho de 2014. Sua venda tem uma cláusula automática de recompra. Se quiser o atacante no fim da temporada, o Real terá que pagar ? 30 milhões (R$ 103 milhões).
"Gostaria que tivesse sido contra outra equipe. É uma sensação incomum, agridoce e esquisita", disse Morata sobre o gol contra o ex-time.
Até o espanhol balançar as redes, aos 12 minutos do segundo tempo, a vaga parecia fadada a ficar com o Real. O atual campeão europeu conseguiu o gol que necessitava para se classificar ainda na metade do primeiro tempo, em pênalti polêmico convertido por Cristiano Ronaldo, e dominava a partida.
Só que os italianos, após empatarem a partida em um lance quase fortuito, equilibraram as ações e evitaram um sufoco final do Real.

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