Familiares e amigos lotaram ontem o velório e o enterro do ex-zagueiro e ex-técnico do Londrina Esporte Clube João Paulo Reeberg, o Pinheiro, que morreu na noite de quarta-feira, vítima de um derrame pleural. Ele estava internado desde o dia 22 de dezembro no Hospital da Zona Sul. O corpo dele foi enterrado no Cemitério São Pedro, na Área Central de Londrina.
''Era uma pessoa muito alegre, gostava de estar com os amigos e viveu, de verdade, a vida'', disse o filho Guto Reeberg.
Pinheiro começou sua carreira no futebol como jogador da Portuguesa Londrinense. Depois atuou pelo Atlético Paranaense, Guarani de Cambé e Gera de Apucarana. Mas foi como zagueiro do LEC que ele ficou conhecido e atuou nos períodos de 1958 a 1964 e de 1965 a 1966. Foi campeão norte-paranaense em 1959 e campeão paranaense em 1962.
Cláudio Vargas lembra bem dessa época. Ele foi ponta direita da equipe durante a primeira passagem de Pinheiro pelo LEC. ''Ele era excepcional, não tinha tristeza. Era muito gozador, brincalhão e, principalmente, um bom amigo'', declarou Vargas. ''O Pinheiro era um jogador de muita raça. Para o futebol pesa bastante essa perda, pois ele sempre participou muito. Foi uma figura extremamente importante no esporte'', ressaltou Moaci Mendes Leite, ex-diretor do LEC e atual membro do Conselho Deliberativo.
A participação de Pinheiro no futebol londrinense também foi marcada pela sua atuação como treinador do Tubarão. Também foi técnico do Apucarana, Paranavaí, além de ter uma passagem como treinador e árbitro de futsal. ''Ele foi um dos primeiros a me orientar a ser zagueiro e era muito amigo dos jogadores. Com ele não tinha muita aquela separação de jogadores e técnico. Ele era um colega a mais na equipe'', contou Márcio Alcântara, campeão paranaense pelo LEC em 1981 e 1992.
Durante sua carreira de técnico, Pinheiro revelou importantes talentos do futebol, tanto paranaense quanto nacional. Como o zagueiro Marinho, que começou jogando no Londrina e em 1981 foi campeão mundial pelo Flamengo. ''Eu jamais pensava que chegaria onde cheguei, pelo menos não naquela época, quando jogava em Londrina. Só tenho a agradecer de coração a ele. Faz parte da minha família'', declarou Marinho.
Pinheiro também foi importante na carreira do filho de Marinho, o zagueiro Neto, que o teve como treinador na categoria de base do LEC. Atualmente, Neto joga na equipe do Misstero, na Tailândia. Ele disse só ter lembranças boas de Pinheiro. ''Quando ele convocava para a pré-seleção a gente pedia pra ele tocar gaita. Ele tocava e a gente ficava bem mais tranquilo. Vai deixar muita saudades.''

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