Ex-empresários de Ronaldo são presos no Rio
São Paulo - Os ex-empresários do atacante Ronaldo, do Real Madrid, Reinaldo Pitta e Alexandre Martins, presos na manhã de ontem no Rio de Janeiro, movimentaram pelo menos US$ 24 milhões em esquema de transações financeiras ilícitas envolvendo a negociação de jogadores, segundo revelou a Polícia Federal. O valor ainda está sujeito a revisão.
A Polícia Federal deflagrou ontem a Operação Firula para desarticular o esquema. Cerca de 60 policiais cumprem no Rio de Janeiro cinco mandados de prisão e 19 de busca e apreensão expedidos pela 3 Vara Federal Criminal da cidade.
O dinheiro se refere ao percentual de comissão a que os empresários têm direito na transação de atletas ou técnicos com clubes do exterior.
De acordo com o delegado Bruno Ribeiro Castro, da delegacia de repressão a crimes financeiros, Pitta e Martins usavam offshores como a Gortin Coorporation e a Passabra Trading Coorporation para repassar o dinheiro para contas de doleiros em paraísos fiscais.
Ao mesmo tempo, os doleiros disponibilizavam o valor equivalente em reais no Brasil a empresas de fachada que ficavam registradas no nome de laranja á Renata e Rodrigo, filhos de Pitta, que tinham empresas deste tipo em seus nomes também foram presos ontem, assim como Aloísio Freitas, principal articulador das transações.
Este tipo de operação, em que as remessas não passam pelo registro do Banco Central, é conhecido como dólar-cabo e se baseia em uma relação de confiança entre o doleiro e seu cliente.
A quadrilha é acusada dos crimes de evasão de divisas, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro. A pena prevista é de 10 a 15 anos. Pitta e Martins já haviam sido presos em 2003 acusados pelos mesmos crimes.
Segundo a PF, nenhum jogador foi investigado até o momento, mas o próximo passo é verificar quais atletas ou treinadores se beneficiaram no esquema.





