Curitiba - O ex-presidente do Operário de Ponta Grossa, Antônio Mikulis, não compareceu em sua segunda convocação para depor, ontem à tarde, no Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) do Paraná. Agora, Mikulis deve ser intimado pela Procuradoria de Investigações Criminais (PIC), que cuida do mesmo caso de suposta manipulação de resultados no futebol paranaense na Justiça Comum.
Mikulis foi acusado pelo ex-árbitro José Francisco de Oliveira, o Cidão, de negociar resultados na Série Ouro do Campeonato Paranaense de 2000, em suposto esquema do qual o presidente da Federação Paranaense de Futebol (FPF), Onaireves Moura, também faria parte. Assim como Moura, o ex-dirigente do Operário foi convocado a depor para esclarecer o caso, no dia 28. Ele não compareceu e a audiência foi remarcada para ontem.
O auditor que preside o processo, Paulo César Gradella Filho, lamentou a ausência de Mikulis. ''Isso entristece até porque ele fez parte do futebol e poderia colaborar para esclarecer essa situação e, como todos são inocentes até que se prove o contrário, ele poderia ajudar. Em momento algum ele foi intimado como indiciado e sim como colaborador. Agora, com a ausência dele, o que se perde é que não conseguiremos, em parte, apurar a verdade'', explicou ontem o advogado.
Como Mikulis não está mais vinculado à esfera esportiva, o TJD não tem poder algum para obrigá-lo a depor. Por isso, o tribunal deve encaminhar sua intimação para a PIC, responsável pela mesma investigação na Justiça Comum.

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