Luiz Claudio Oliveira
Enviado da Folha
A Seleção Brasileira é a grande favorita para conquistar o título da Copa América, ou seja, o bicampeonato. A opinião é compartilhada por dois campeões mundiais e dos melhores craques que o País já viu em campo: Tostão e Rivellino.
Companheiros na Copa de 70, no México, onde conquistaram o tricampeonato mundial, hoje os dois são concorrentes como comentaristas de televisão. Tostão trabalha na ESPN Brasil e escreve uma coluna publicada em vários jornais brasileiros. Rivellino dá expediente na Rede Bandeirantes.
‘‘O Brasil é o grande favorito e deve levar o título’’, diz Tostão. ‘‘Se a Seleção Brasileira jogar o que sabe, será campe㒒, faz coro Rivellino. Os dois também concordam que a partida contra o Chile foi a melhor da Seleção até agora, e que a pior foi diante do México.
‘‘A primeira partida, contra a Venezuela, nem valeu, pois o adversário era tão ruim que nem merece análise’’, comenta o ex-jogador mineiro do Cruzeiro. Ele gostou do time contra o Chile, apesar de afirmar que faltou um pouco de ‘‘brilho, principalmente no meio-campo’’. Ele acredita que, com a volta de Rivaldo, vai melhorar a criatividade do setor.
Os dois craques também vêem com bons olhos a recuperação para o futebol de Ronaldo. ‘‘As pessoas precisam ter paciência. Lembro, quando eu jogava, que se me machucasse e fizesse tratamento por um mês, demorava para recuperar a forma. Imagine então o Ronaldo, que vem tendo contusões sucessivas e ficou quase seis meses sem jogar’’, disse Rivellino.
‘‘O Ronaldo passou da primeira fase do craque, aquela em que deslumbra todo mundo, e está na segunda, de manutenção da expectativa. Se ele se recuperar e atender ao que se espera dele, será um grande ídolo para sempre, mas, se decepcionar agora, nunca chegará a ser um Romário, um Van Basten’’, analisa Tostão. Ele lembra que, se Ronaldo fosse desconhecido, a boa atuação dele contra o Chile teria chamado a atenção dos observadores. ‘‘Mas como é o Ronaldo, a expectativa é sempre muito alta, acima da média.’’
Quanto aos possíveis adversários do Brasil, Tostão e Rivellino não vêem nenhum que preocupe em demasia. ‘‘O Paraguai tem uma boa defesa e não tomou nenhum gol até agora. A Colômbia agrada, mas é um time muito novo. A Argentina, se tivesse com o time completo, seria um grande favorito, mas também está com um time jovem’’, analisa Tostão.
‘‘A Colômbia está numa fase boa, foi o time que mais me agradou, mas se você olhar no papel (na escalação) o Brasil é o melhor time’’, diz Rivellino.

mockup