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Esporte

m de leitura Atualizado em 30/06/2022, 09:25

Ex-chefe da F1, Ecclestone minimiza racismo contra Hamilton e apoia Putin

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quinta-feira, 30 de junho de 2022


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SÃO PAULO, SP (UOL-FOLHAPRESS) - Em uma entrevista dada ao Good Morning Britain nesta quinta-feira (30), Bernie Ecclestone, ex-chefão da Fórmula 1, causou polêmica ao falar sobre as atualidades do mundo e do automobilismo. Na visão do britânico, o caso de racismo envolvendo Nelson Piquet e Lewis Hamilton que ganhou destaque nessa semana precisa ser minimizado, uma vez que, para ele, o termo "neguinho" usado pelo brasileiro para se referir ao inglês não lhe parece algo tão terrível para ser dito no Brasil.

"Não é apropriado para nós, mas provavelmente não é algo terrível que acontece se você disser isso no Brasil. As pessoas dizem coisas, e falam sobre as outras se estão um pouco acima do peso, ou um pouco abaixo do tamanho como eu. Tenho certeza de que as pessoas fizeram comentários sobre isso. Se eu tivesse ouvido, seria capaz de lidar com isso sozinho sem muitos problemas", disse Ecclestone.

Convidado a dar seus comentários sobre a invasão russa na Ucrânia, Bernie Ecclestone voltou a defender Vladimir Putin. Em março deste ano, o britânico já havia saído em defesa do presidente, com quem tem relação próxima.

"Eu levaria um tiro por Putin. O que ele está fazendo é algo que ele acreditava ser a coisa certa a fazer pela Rússia. Infelizmente, é como muitos empreendedores, como eu, que cometemos erros de vez em quando. Se você o comete, tem que fazer o possível para sair dele", disse.

Por fim, Ecclestone ainda criticou o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. Na visão dele, o político ucraniano poderia ter evitado o início da guerra.

"A outra pessoa na Ucrânia, eu entendo que ele costumava ser um comediante e acho que ele parece querer continuar nessa profissão. Eu acho que se ele tivesse pensado bem, ele definitivamente teria feito um esforço grande o suficiente para falar com Putin, que é uma pessoa sensata, e ele o teria ouvido. Se a Ucrânia quisesse sair dela, poderia ter feito isso", afirmou Bernie, que ainda disse acreditar que as mortes ao longo do conflito não foram intencionais.

Após os comentários nas redes sociais e a repercussão das falas de seu ex-mandatário, a Fórmula 1 se posicionou publicamente.

"Os comentários feitos por Bernie Ecclestone são suas opiniões pessoais e contrastam fortemente com a posição dos valores modernos do nosso esporte", disse a organização.