Ex-atleta recebe várias homenagens
Apesar de o número de visitas ao velório de João Carlos de Oliveira na Assembléia Legislativa de São Paulo não ter sido a esperado, o ex-recordista mundial do salto triplo está recebendo algumas homenagens. A Confederação Brasileira de Atletismo decretou luto de três dias pela morte do atleta.
O presidente da CBAt, Roberto Gesta de Melo, falou com João do Pulo há dois meses. Fiz um convite para ele comparecer à festa de 81 anos da Confederação Sul-Americana de Atletismo, que homenagem os atletas do milênio.
A CBAt deverá fazer a homenagem, póstuma, no Troféu Brasil, a partir de quarta-feira, no Rio de Janeiro. Também compareceram ao velório os medalhistas olímpicos Adhemar Ferreira da Silva, bicampeão olímpico do salto triplo em Helsinque (1952) e em Melbourne (1956), Henrique Guimarães e Aurélio Miguel, do judô, Paulão, do vôlei, e Rosa Branca, do basquete.
O governo de São Paulo divulgou nota oficial lamentando a morte do ex-recordista mundial. São Paulo e o Brasil perderam um filho querido, um herói do esporte, alguém que nos encheu de orgulho e a quem devemos muitos momentos de felicidade. Foi também um deputado operoso, que dignificou o Legislativo. São Paulo está de luto, afirma o texto. É uma perda muito grande, avaliou o governador Mário Covas.
Pedro de Toledo, Pedrão, o técnico de João do Pulo na conquista do recorde mundial, foi a primeira pessoa ligada ao atletismo a chegar ao velório. Com o saguão vazio, Pedro chegou encostou no caixão e chorou, levando as mãos ao rosto e balançando a cabeça. Vi, em segundos, todos os 27 anos em que nos conhecemos, contou.
Agberto Guimarães, medalha de ouro no Pan-Americano de Caracas, em 1983, nos 800 e 1.500 metros, lembrou do tempo em que integrou, juntamente com João do Pulo e Pedrão, o primeiro grupo de brasileiros que foi ao exterior para competir. Era o companheiro de quarto do João e lembro que ele era uma pessoa muito bem-humorada.
O ex-jogador de futebol do Corinthians Basílio, que fez o histórico gol de 1977 dando o título paulista que o clube não ganhava havia 23 anos, era amigo de João, do time e da escola de samba Camisa Verde. Basílio contou que o atleta andava deprimido por causa da política.
A ex-namorada e amiga, Circe Mello, confirmou que João andava aborrecido depois que pessoas que ele ajudou a eleger viraram as costas.





