Cu­ri­ti­ba - O co­men­ta­ris­ta es­por­ti­vo Dio­ní­sio Fi­lho, que foi jo­ga­dor do Pi­nhei­ros na dé­ca­da de 80 (era la­te­ral-es­quer­do), lem­bra que os pri­mei­ros ­anos da Vi­la Olím­pi­ca coin­ci­di­ram com a ‘‘era de ­ouro’’ do Pi­nhei­ros.
  ‘‘Co­nhe­cía­mos os tor­ce­do­res. Era um am­bien­te fa­mi­liar. O pes­soal ti­ra­va sar­ro, di­zia que a tor­ci­da do Pi­nhei­ros ca­bia nu­ma Kom­bi, mas na­que­le pe­río­do con­quis­ta­mos mui­tos tor­ce­do­res. Com os tí­tu­los (pa­ra­naen­ses, de 1984 e 87) e os vi­ces nos ­anos 80, au­men­tou mui­to a tor­ci­da. Nun­ca en­ten­di es­sa fu­são (do Pi­nhei­ros com o Co­lo­ra­do, que deu ori­gem ao Pa­ra­ná Clu­be). O Pi­nhei­ros man­ti­nha uma re­gu­la­ri­da­de, es­ta­va sem­pre dis­pu­tan­do ­títulos’’, afir­mou Dio­ní­sio Fi­lho.
  Na opi­nião do ex-atle­ta, a Vi­la Olím­pi­ca in­clu­si­ve tem van­ta­gens em re­la­ção à Vi­la Ca­pa­ne­ma. ‘‘­Acho que lá te­ria que ser o es­tá­dio do Pa­ra­ná Clu­be. Jo­gan­do ali, o clu­be pe­ga­ria a po­pu­la­ção do Bo­quei­rão, do Al­to Bo­quei­rão, de São Jo­sé dos Pi­nhais. Acre­di­to que a Vi­la Olím­pi­ca ti­nha que ser me­lhor apro­vei­ta­da. Po­de­riam me­lho­rar o gra­ma­do, am­pliar as ar­qui­ban­ca­das, ­quem sa­be, fa­zer um to­bo­gã. É um cam­po gos­to­so, de fá­cil aces­so, por­que ali per­to tem o Ter­mi­nal (de ôni­bus) do Bo­quei­rão. É fá­cil de ­sair, ­também’’, ar­gu­men­tou.
  Há al­guns ­anos, na ges­tão de Jo­sé Car­los de Mi­ran­da, o Pa­ra­ná Clu­be che­gou a es­tu­dar a pos­si­bi­li­da­de de ofe­re­cer a Vi­la Olím­pi­ca do Bo­quei­rão pa­ra Cu­ri­ti­ba re­ce­ber jo­gos da Co­pa de 2014. A ­ideia não foi adian­te e ho­je é com­ple­ta­men­te des­car­ta­da pe­lo clu­be. ‘‘Não te­mos con­di­ções de in­je­tar di­nhei­ro ­nisso’’, afir­mou Au­ri­val Cor­reia. (F.G.)

mockup