São Paulo - Ex-líder do ranking mundial, a tenista Maria Sharapova anunciou ontem que foi flagrada em um teste antidoping realizado durante o Aberto da Austrália deste ano. A russa de 28 anos, atual sétima melhor tenista do planeta, testou positivo para mildronato, uma substância utilizada por ela desde 2006 para tratar de arritmia cardíaca e de estágios iniciais de diabetes.
Duas vezes campeã em Roland Garros (2012 e 2014 ), uma vez em Wimbledon (2004, então com apenas 17 anos), no Aberto dos EUA (2006) e no Aberto da Austrália (2008), Sharapova afirmou não saber que tipo de punição ela deve receber. Entretanto, é esperado que ela seja suspensa até junho, o que deve impedir que participe da Olimpíada do Rio-2016.
"Fui pega em um teste e assumo total responsabilidade por isso", disse a tenista. "Pelos últimos dez anos, eu tenho tomado um remédio chamado mildronato após ter sido receitado pelo médico da minha família. Há alguns dias, recebi uma carta da ITF (Federação Internacional de Tênis) e descobri que essa mesmo remédio também atende pelo nome de meldonium, o que eu não sabia", contou.
"É muito importante que vocês entendam que pelos últimos dez anos esse medicamento não esteve na lista de substâncias banidas pela Wada (Agência Mundial Antidoping). Estive usando esse remédio legalmente pelos últimos dez anos."
Desde julho passado, Sharapova disputou apenas quatro torneios em razão de uma lesão no braço. Sua partida mais recente foi a derrota para a norte-americana Serena Williams nas quartas de final do Aberto da Austrália, em janeiro.

FUTURO
Sharapova espera que a punição não encerra a sua carreira no tênis. "Cometi um grande erro. Decepcionei meus fãs e o esporte que pratico desde os quatro anos e que eu amo profundamente.
Sei que com isso eu enfrentarei consequências e não quero encerrar minha carreira desta forma. Eu realmente espero receber outra chance de praticar o tênis", encerrou. De acordo com revista Forbes, Sharapova é há onze anos a mulher mais bem paga no esporte mundial.

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