O treino da sexta-feira no Instituto Australiano do Esporte foi o indicativo de que Fernando Scherer está praticamente pronto para disputar as Olimpíadas de Sydney, depois de se recuperar de uma contusão no tornozelo direito. O nadador fez uma série de quatro tiros de 25 metros bastante puxada na qual utilizou um pé de pato e um extensor, mostrando a evolução de sua recuperação.
‘‘O fato dele ter nadado com pé de pato é um bom indício de que a contusão já não incomoda tanto. Pela evolução médica, eu diria que ele nadará as provas individuais também’’, comentou o fisiatra Cláudio Cardone, que o acompanha desde a sua contusão, no dia 17 de agosto.
Outro que treinou forte foi Alexandre Massura, classificado para os 100m costas e para o revezamento 4x100m medley em Sydney. Pela primeira vez durante o período de aclimatação em Canberra, Massura utilizou um aparelho – o snorkel – para dificultar a respiração e aumentar o trabalho cardiovascular. ‘‘O snorkel também ajuda a manter o corpo mais alinhado na água, a cabeça mais parada e trabalha o balanço do quadril e dos ombros’’, explicou Massura.
Vôlei – O técnico da seleção brasileira de vôlei masculino, Radamés Lattari, acredita que o Brasil está pronto para a disputa das Olimpíadas. Segundo o treinador, os dois amistosos contra a Austrália, nos dias 8 e 10 ou 11, contra os Estados Unidos, no dia 13, e contra a Iugoslávia, no dia 14, servirão para o aprimoramento da formação tática da equipe.
Sobre a perspectiva de conquista de medalhas, Radamés afirmou que as oito seleções finalistas terão chances de subir ao pódio. O técnico acredita que Cuba, Espanha, Holanda, Estados Unidos, Itália, Rússia e Iugoslávia serão os principais adversários brasileiros. ‘‘Todas as seleções estão muito niveladas, por exemplo, recentemente a Iugoslávia ganhou da Itália e, em seguida, perdeu para a Espanha’’, comentou.
O atacante Geovane enumerou as diferenças entre a atual seleção brasileira e a campeã olímpica. O jogador enfatizou que a delegação de hoje está consciente do trabalho a ser realizado e a qualidade dos atletas está mais equilibrada. ‘‘Em 92 existia uma grande diferença na qualidade dos jogadores titulares e reservas, hoje estamos todos nivelados, o que dará mais opções para o treinador’’, analisou Geovane. ‘‘Seremos uma seleção imbatível, porque estamos muito próximos da união que tínhamos em Barcelona.’’
A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) homenageou na sexta-feira os jogadores e a comissão técnica campeões olímpicos em Barcelona-92, além das jogadoras de vôlei de praia medalhistas de ouro em Atlanta-96. Todos os homenageados receberam um troféu para simbolizar a conquista, porque o Comitê Olímpico Internacional (COI) distribui somente medalhas e certificados.
Um dos homenageados foi o atacante Marcelo Negrão, que mesmo afastado da seleção, revelou sua vontade de disputar mais uma Olimpíada. ‘‘Tenho 27 anos, já fui duas vezes aos Jogos e quero ir de novo em 2004’’, disse o jogador. Não estiveram presentes à homenagem os atletas Janílson e Jaqueline.

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