Evitar erros é o desafio mexicano
Valmir Denardin
De Foz do Iguaçu
No segundo confronto com o Brasil nesta Copa América, o México tentará repetir os acertos e evitar os erros do primeiro jogo, ocorrido no dia 3 e válido pela primeira fase. As duas seleções se enfrentam amanhã à noite, no Estádio Tres de Febrero, em Ciudad del Este, na disputa por uma vaga na final do torneio. No primeiro confronto, o Brasil venceu por 2 a 1.
É um privilégio poder enfrentar o Brasil duas vezes, afirmou ontem, em entrevista coletiva, o técnico Manuel Lapuente. Apesar de considerar o Brasil a melhor equipe do mundo e o franco favorito ao título, ele se mostrou otimista. E quem disse que não podemos ganhar do favorito?
O principal desafio do México é não repetir o mau desempenho que teve no primeiro tempo dos jogos da Copa América. O próprio Lapuente admite que isso aconteceu nas partidas contra Chile e Brasil - na primeira fase - e Peru, já nas quartas-de-final, no último sábado. Nesse jogo, o México só marcou o primeiro gol aos 29 minutos, quando perdia por 2 a 0.
Tentaremos começar como naquele segundo tempo contra o Brasil, afirmou o técnico. No período a que Lapuente se referiu, o México (que perdia por 2 a 0) impôs um sufoco no Brasil, marcou seu primeiro gol e só não empatou graças a uma defesa espetacular de Dida, aos 43 minutos.
Segundo o técnico, o México já está recuperado dos problemas que enfrentou na primeira fase: a perda dos volantes Lara e Chávez por doping (leia texto nesta página) e a expulsão de Blanco, um dos principais jogadores da equipe, no jogo contra a Venezuela. Os dois episódios foram considerados injustos por jogadores e comissão técnica. Tudo o que aconteceu nos afetou muito, afirmou Lapuente. Mas já estamos recuperados, ele garante.
Depois de cumprir suspensão por uma partida, Blanco pode jogar amanhã. Ontem, o treinador não quis adiantar a escalação para o jogo e nem possíveis mudanças táticas para enfrentar o Brasil. No confronto anterior, ele optou por uma marcação específica dos laterais brasileiros - Cafu e Roberto Carlos - na tentativa de anular o nascimento de jogadas de ataque. Lapuente admitiu a possibilidade de repetir esse esquema. Dificilmente o México poderá mudar muito de um jogo para o outro, justificou o treinador.
Lapuente afirmou também que, para vencer o Brasil, é preciso aliar uma boa defesa a jogadas de ataque criativas. É possível ganhar. Mas, para isso, não podemos dar oportunidades para que os talentos individuais brasileiros se manifestem, como aconteceu no gol do Ronaldo contra a Argentina.
Ontem, o México retomou seus treinamentos no Hotel Iguassu Golf Club, em Foz do Iguaçu, onde ficou concentrado durante a primeira fase. A seleção havia deixado o local na última sexta-feira, para enfrentar o Peru, em Assunção. O retorno à fronteira ocorreu no sábado, logo após a classificação para a semifinal. Hoje, a equipe deverá fazer o último treino antes de enfrentar o Brasil. Como na primeira fase, a imprensa não poderá acompanhar os preparativos.
FICHA TÉCNICA
Chile
Marcelo Ramírez; Palácios, Jorge Vargas, Miguel Ramírez e Reyes; Aros, AcuÀa, Sierra e Estay; Zamorano e Salas. Técnico: Nelson Acosta
Uruguai
Fabián Carini; Martín del Campo, Picún, Lembo e Bergara; Coelho, Fleurquín, García e Magallanes; Gabriel Alvez e Zalayeta. Técnico: Victor Púa
Árbitro: Ubaldo Aquino, Paraguai
Estádio: Defensores del Chaco, em Assunção
Horário: 22h05





