''No Corinthians, quem não luta sofre. A torcida exige muito. Tem que ter garra, força''. A afirmação é de um corintiano de carteirinha que deixou de ganhar dinheiro em uma negociação com o Grêmio para realizar um sonho dele e da família. O ex-atacante Éverton, nascido em Florestópolis e revelado pelo Londrina, vestiu por dois de seus 50 anos a camisa corintiana.
''Minha família toda torcida para o Corinthians e o sonho do meu pai era me ver jogando lá. Infelizmente ele não me viu, mas mesmo assim realizei o sonho dele'', relembra o ex-atacante, atualmente trabalhando nas categorias de base do Atlético-MG. O pai dele por pouco não viu o filho com a camisa alvinegra. ''Ele faleceu em 86 e no começo de 87 eu fui para o Corinthians'', contou.
Éverton, na época, jogava no Galo havia quatro anos e achava que seu ciclo no clube mineiro havia chegado ao fim. Na briga para contratá-lo, entraram Grêmio e Corinthians. ''Perdi muito dinheiro não indo para o Grêmio. A proposta era bem melhor. Mas fui realizar o sonho do meu pai'', comentou.
Éverton, que também atuou no São Paulo, fez gols importantes com a camisa alvinegra e ajudou o Timão a conquistar um de seus títulos nestes 100 anos de existência. O ex-jogador foi campeão Paulista em 88, campeonato vencido com um gol na prorrogação de um garoto de 18 anos, um tal de Paulo Sérgio Rosa, que seis anos mais tarde seria tetracampeão mundial com a seleção já como o folclórico Viola. ''Foram bons momentos'', concluiu Éverton. (Thiago Mossini)

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