Duas mil pessoas compareceram ontem ao Moringão para conferir os ''pegas'' e apresentações radicais do 1º Gravidade Zero Combate de Londrina, evento que reuniu lutadores de vale-tudo, jiu-jitsu, muay thay, kickboxing e submission, além de capoeiristas e praticantes de esportes radicais como downhill e freestyle. A festa começou por volta das 18 horas e se estendeu noite adentro. A previsão dos organizadores era de que o último combate, entre os ''pesos pesados'' de vale-tudo Paulo Guimarães Rett, o Horse, e Antônio Conceição, fosse realizado por volta das 21h30. Até lá muita água rolou, ou melhor, muitos brigões rolaram no ringue.
O evento foi uma promoção da produtora Usina de Idéias, que realiza o programa Gravidade Zero, transmitido aos sábados pela TV Tarobá. Foi o segundo evento do gênero o primeiro foi o Festival Gravidade Zero de Esportes Radicais, realizado em 2002 no Shopping Catuaí, que contou com atrações como bungee jump e dirt jump. ''Dessa vez buscamos mesclar esportes radicias com combates no ringue'', afirmou um dos organizadores do evento, João Rodrigo Milanez.
Antes dos atletas subirem ao ringue, a atração foi o show de pirofagia, com o cuspidor de fogo Kid Malabares e o grupo Sansey Matsuri Daiko, que se apresentaram ao som do Taiko, o tambor japonês. Depois iniciaram os combates.
No jiu-jitsu, o maringaense Nelson Chaves Júnior venceu o londrinense Daniel Macedo Reis, o ''Black'', por pontos. Da mesma forma Renan Henrique derrotou Táriq Grimarães no combate infantil de muay thay da noite. Depois começou o vale-tudo, com um confronto entre pesos leves. O curitibano Jeferson levou a melhor sobre o pé-vermelho João Fernandinho da Silva, que abandonou a luta após intervenção médica o atleta abriu o supercílio.
Os outros combates foram: Rodrigo de Oliveira x Bruno Cunha (submission), Branislava 'Branca' Colfit x Luana Thaize (kickboxing), Pablo Guernandi x Juliano, Manoel Conti x Rodrigo 'Bigato' Ribas, Lucas Rota x Sebastião Vidal Jr., e Christian Tide x Laerte 'Midnight' Silva (todos no vale-tudo).
De acordo com o praticante de muay thay Higor Pelizer, da Academia Muay, de Londrina, a intervenção médica é uma das formas de paralisar a luta do vale-tudo, que, como o próprio nome diz, aceita todo tipo de golpe. ''Vale chute, soco, joelhada, cotovelada, quase tudo. Só não cabeçada, dedo no olho e golpe baixo'', explica.
Com todos esses recursos, um lutador pode até matar o outro se não houver um ''basta'' por parte do árbitro. Por isso é que há o nocaute (quando se cai e não se levanta mais), nocaute técnico (quando o técnico joga a toalha no ringue) e quando o lutador é finalizado (ele dá três batidas admitindo a própria derrota).
Duas artes marciais apresentadas ontem têm algo em comum: o kickboxing (que é caracterizado por socos e chutes com o pé) e o muay thay (diferencia-se pelos chutes e defesas com a canela, além de joelhadas). Já o submission é o jiu-jitsu lutado sem kimono.

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