Evaristo e Luiz Felipe não vêem dificuldades
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segunda-feira, 15 de março de 1999
Agência Estado 
Corinthians e Palmeiras - os dois paulistas que representam o Brasil na Taça Libertadores da América - terão dias difíceis pela frente. Vão enfrentar uma maratona de jogos de deixar preparadores físicos, no mínimo, preocupados. Mas os técnicos dos dois times não pensam em dar refresco aos atletas. Luiz Felipe Scolari, do Palmeiras, vê até com certa alegria o fato de o time jogar muito. O do Corinthians, Evaristo de Macedo, já avisou: em todos os jogos terá a equipe principal.
Se chegar às finais de todos os campeonato que tem pela frente, o Palmeiras fará este ano nada menos que 99 jogos. Serão 100 partidas se o time for à Tóquio, para a final do Mundial Interclubes. Nada menos que 22 jogos a mais em comparação à temporada 98. É como se o time jogasse mais dois campeonatos paulistas. Mas o técnico do alviverde prefere ver o aspecto positivo do problema. Segundo Felipe, os jogadores e os membros da comissão técnica não têm motivos para reclamar. São muitos jogos e várias competições, mas ninguém pode reclamar, nem eu nem os atletas, porque ganha-se mais dinheiro, afirmou o técnico, que no Grêmio chegou a disputar 96 jogos em uma temporada. Se eu tivesse de disputar só um campeonato no Palmeiras, meu salário seria bem menor.
A agenda do rival, Corinthians, não será mais folgada. O número de jogos será praticamente o mesmo, caso chegue às finais dos torneios e campeonatos dos quais está participando ou vai participar no segundo semestre. O primeiro round da luta corintiana contra a fadiga, começou neste domingo. O time iniciou uma série de sete jogos em 14 dias, por três competições diferentes: Paulista, Libertadores e Copa do Brail. Os jogadores terão, no máximo, 48 horas de intervalo entre um jogo e outro. No domingo a equipe do técnico Evaristo de Macedo foi derrotada por 3 a 0 para o São Paulo. Amanhã, enfrenta o Palmeiras; depois pega o Treze (dia 19), o Rio Branco (dia 21), o Cerro Porte¤o (dia 24), o Olimpia (dia 26) e novamente o Palmeiras (dia 28).
A maratona exigiu uma alteração radical nos métodos de preparação física. Na semana passada, Evaristo intensificou os treinos espefícios e de conjunto, ao ponto de os jogadores reclamarem do ritmo. Tínhamos que fazer isso. A partir de agora não teremos mais tempo para treinos. Vamos fazer apenas trabalhos de manutenção e recuperação, explicou o técnico.


