Belo Horizonte, 13 (AE) - A diretoria do Cruzeiro anunciou hoje, a venda do passe do lateral-direito Evanílson, de 23 anos, para o Borussia Dortmund, da Alemanha, por US$ 7 milhões (cerca de R$ 13 milhões). Foi a segunda maior negociação já realizada pela equipe mineira, depois da transferência do atacante Fábio Júnior para a Roma, da Itália, por US$ 15 milhões. A terceira foi a venda de Ronaldinho para o Ajax, da Holanda, por US$ 6 milhões.
O jogador chegou ao clube em fevereiro, transferido do América Mineiro, onde era reserva, e com passe fixado em R$ 550 mil. O América vai ser pago agora, mas receberá apenas R$ 404 mil, em razão do desconto do empréstimo do atacante cruzeirense Giovanni. O passe de Evanílson vinha sendo sondado por empresários europeus desde a semana passada, quando o jogador, que participou da seleção brasileira nas copas América e das Confederações, retornou a Belo Horizonte. A primeira proposta teria sido de US$ 4 milhões, mas o Cruzeiro recusou.
"Sabíamos que quem estava interessado poderia aumentar o valor, e foi o que aconteceu", disse o assessor da presidência do Cruzeiro, Valdir Barbosa. O acerto foi feito com representante do Borussia, Claudio Kholer.
Segundo Barbosa, de imediato o clube alemão depositará na conta do Cruzeiro US$ 4 milhões. O restante será dividido em duas parcelas de US$ 1,5 milhão, em outubro próximo e janeiro de 2000. Mineiro de Diamantina (MG), Evanílson, considerado pelo técnico cruzeirense, Levir Culpi, "um lateral bastante velocidade e enorme potencial técnico", ficou sabendo da transação ontem (12). O jogador, que teve o passe supervalorizado depois de duas grandes atuações pela seleção, em amistosos contra a Holanda, no primeiro semestre, está empolgado com a oportunidade de mostrar seu talento no competitivo futebol europeu. "E vou trabalhar muito, sempre pensando na seleção", disse.
Com o dinheiro da venda Evanílson, o Cruzeiro - que já havia faturado US$ 3,5 milhões com a transferência do goleiro Dida para o Milan e, depois, para o Corinthians - ganha um importante reforço em seu caixa, mas a diretoria não pensa em buscar reforços, pelo menos por enquanto. Segundo Barbosa, uma das principais metas do clube, que espera firmar, dentro de 20 dias, um contrato de parceria com a holding norte-americana Hicks Muse, é a construção de um estádio próprio. A empresa norte-americana deve investir, de imediato, US$ 20 milhões no clube mineiro.

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