EUROPA, URUGUAI OU SELEÇÃO BRASILEIRA - O futuro incerto do comandante
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sábado, 06 de julho de 2002
Agência Lancepress! 
Rio de Janeiro - Enquanto afirma precisar de tempo para descansar e matar a saudade da família, o técnico pentacampeão mundial, Luiz Felipe Scolari, tem uma proposta tentadora do futebol europeu que pode tirá-lo da seleção brasileira: o Parma, da Itália, promete abrir o cofre para tê-lo como seu comandante na próxima temporada. Felipão tem ótimo relacionamento com executivos da Parmalat, desde que comandou o Palmeiras. Ele frequenta a residência do ex-presidente da multinacional no Brasil, Gianni Grizendi, e o sonho do presidente da Parmalat, Calisto Tanzi, é contratar Felipão.
A quantia é trancada a sete chaves, mas beira os R$ 500 mil ele recebe cerca de R$ 350 mil da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Além disso, um amigo do técnico, Ben Hur Marchiori, declarou que a seleção do Uruguai teria interesse em contratar Felipão, que estaria, inclusive, propenso a aceitar o convite. Segundo o amigo, Felipão vai decidir junto com a família.
Depois de mais de 50 horas viajando e comemorando o penta, o patriarca da ''Família Scolari'' está desde quarta-feira novamente em casa. E além de descansar e pensar nas propostas, Felipão vai pagar a promessa para sua santa de devoção, Nossa Senhora do Caravaggio. Para evitar aglomerações, não revelou quando fará a caminhada de Caxias do Sul a Farroupilha (cerca de 20 quilômetros), para reverenciar a santa. Felipão já fez esse percurso algumas vezes, sempre quando ultrapassou algum obstáculo na vida.
Os integrantes da ''Família Scolari'' demonstraram que apóiam o patriarca. Durante as festividades pela conquista do penta em Brasília, no Rio e em São Paulo, alguns jogadores se mostraram a favor da permanência de Felipão no comando da seleção brasileira.
Atletas como Cafu e Rivaldo, que já estão na casa dos 30 anos, praticamente condicionaram permanecer na seleção com a sequência do trabalho de Felipão. Cafu já garantiu que gostaria de disputar a Copa de 2006 (quando terá 36 anos), mas que poderia mudar de idéia caso Felipão saia.
Já Rivaldo declarou que o Mundial da Ásia havia sido o seu último. Mas já mudou o discurso com a possibilidade de Luiz Felipe, segundo ele o técnico que mais o apoiou na seleção, continuar no comando do Brasil. O goleiro Marcos também é outro que afirmou que Copa nunca mais. Mas esse nunca mais, admitiu o goleiro, pode ser só sem Felipão na seleção.


