Europa fica mais distante dos brasileiros
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quinta-feira, 18 de julho de 2002
Agência Estado 
São Paulo - Jogar na Itália, Espanha ou Inglaterra sempre foi sonho da maioria dos jogadores de futebol brasileiros. Alguns conseguiram realizá-lo. Para os demais, a situação ficou mais complicada. Especialistas dizem acreditar que a medida adotada pela Federação Italiana, que limitou a contratação de atletas que não pertençam à Comunidade Européia a apenas um por equipe, para preservar o mercado interno, pode ''contaminar'', em um curto período de tempo, outros países. Nem mesmo a conquista do pentacampeonato mundial parece ser suficiente para interromper a onda de pessimismo.
Duas consequências são apontadas como certas, caso mercados como Portugal, responsável pelo maior número de transações com jogadores brasileiros 171 só em 2001 , resolvam seguir a mesma linha dos italianos. A primeira é o aumento da exigência dos europeus. ''Vai acabar esse negócio de contratar atleta para disputar posição ou compor elenco, como é feito hoje em dia'', afirmou o empresário de jogadores Wagner Ribeiro.
A segunda delas é o surgimento de novos destinos para a negociação desses jogadores, que, mesmo sem estar na condição de tops, eram procurados por clubes de ponta da Europa. Diante desse contexto, os mercados apontados como os mais promissores e alternativos são Grécia e, principalmente, Turquia.
Oásis Embora nunca tenha se caracterizado por ser um grande centro para negócios (em 2001 apenas seis jogadores brasileiros foram para aquele país), o futebol turco apresenta-se interessante. Os dirigentes são considerados bons negociadores e a receita dos clubes é alta, pelo menos se comparada com os brasileiros.
Outro empresário, o ex-goleiro Gilmar Rinaldi, aponta mais um detalhe para explicar os motivos que podem levar ao ''boom'' do mercado turco. ''A campanha da Turquia na Copa do Mundo (a seleção foi a terceira colocada) deve trazer consequências positivas para o futebol'', explicou. ''É preciso ver que eles não estão mais contratando desconhecidos ou atletas em fim de carreira. O Washington (ex-Ponte Preta), o Ortega (seleção argentina) e o Antonio Carlos (ex-Roma) estão lá.''


