Eurocopa consagra talento de espanhóis
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domingo, 29 de junho de 2008
Folhapress 
Viena, Áustria - A Eurocopa-08 acabou premiando a seleção que, durante todo o campeonato, apostou na ofensividade e no talento como armas para vencer as partidas. Ao contrário da última edição, em 2004, quando os gregos deixaram a nítida impressão de que o título ficara em mãos erradas -confirmada com a não-classificação para a Copa de 2006 e com a eliminação na primeira fase da atual Euro após três derrotas -, desta vez o campeão venceu com méritos.
''A Espanha jogou muito bem durante todo o torneio. Criou mais oportunidades na partida e mereceu a vitória'', admitiu, depois da decisão, o técnico alemão, Joachim Löw.
Com exceção dos primeiros 15 minutos de jogo, quando a Alemanha parecia estar com os nervos mais controlados, no restante do confronto a Espanha foi superior e poderia até ter fechado a campanha com resultado mais elástico.
Sem o artilheiro David Villa, lesionado, o técnico Luis Aragonés apostou no meio-campista Fàbregas para começar jogando. Recheou, assim, ainda mais o setor cerebral da equipe, que contou com atuações inspiradas de Xavi, Iniesta e Marcos Senna - primeiro brasileiro a conquistar o título da Eurocopa.
Logo aos 14 minutos, Iniesta invadiu pela esquerda e bateu cruzado. Por pouco não contou com a ajuda do zagueiro Metzelder, que desviou contra a própria meta. Lehmann salvou.
Um dos destaques da Fúria, Sérgio Ramos, jogador do Real Madrid, infernizou a vida de Lahm com subidas constantes ao ataque - na etapa final, Jansen entrou para tentar arrumar o setor esquerdo dos alemães mas também não teve êxito.
Em um desses lances, aos 23, Ramos cruzou na cabeça de Fernando Torres. O atacante do Liverpool cabeceou no pé da trave esquerda alemã. Dez minutos depois, porém, Torres foi letal. Lançado por Xavi, ele ganhou na corrida de Lahm, que perdeu a posse da bola, e bateu na saída do arqueiro alemão para fazer o gol.
Foi o 17º tento de ''El NiÀo'', como os espanhóis o chamam, em 54 jogos pela seleção espanhola. A marca o coloca como o décimo maior goleador da história da Fúria - o veterano Raúl lidera essa lista, com 44 gols em 102 partidas. ''Conseguimos jogar um futebol atraente aos olhos, mas também prático'', definiu o herói do título espanhol.
No lado dos tricampeões mundiais, Ballack, que era dúvida até instantes antes da partida, tentou consagrar uma parceria com Schweinsteiger nas raras investidas alemãs. Muito mal, arriscou dois chutes, ambos sem direção. Fez cinco faltas e levou um cartão amarelo.
Mas foi a Espanha quem seguiu pressionando. Aragonés deu novo fôlego ao time quando trocou Fàbregas e David Silva por Xabi Alonso e Cazorla, respectivamente.
EM VIENA
Alemanha 0
Lehmann; Friedrich, Mertesacker, Metzelder e Lahm (Jansen); Frings, Hitzlsperger (Kuranyi), Schweinsteiger e Ballack; Podolski e Klose (Gomez). Técnico: Joachim Low
Espanha 1
Casillas; Sergio Ramos, Marchena, Puyol e Capdevila; Marcos Senna, Iniesta, Xavi, Fabregas (Xabi Alonso) e Silva (Cazorla); Fernando Torres (Guiza). Técnico: Luis Aragonés
Árbitro: Roberto Rosetti (ITA)
Estádio: Erneste-Happel
Gol: Fernando Torres, aos 33 minutos do 1º tempo


