Rio - Aconvocação para uma reunião extraordinária, hoje, em São Januário, arquitetada pela oposição do Vasco, liderada por Eurico Miranda, pode ser um tiro pela culatra. As tentativas de desestabilizar a atual gestão, comandada pelo maior ídolo do clube e atual presidente, Roberto Dinamite, fizeram com que uma série de denúncias fossem comprovadas por membros da atual diretoria. A partir de agora, o ex-presidente tentará desmentir as acusações feitas, cujo teor está relacionado ao uso de receitas do clube para fins pessoais.
José Henrique Coelho, ex-vice-presidente de marketing do clube, revelou centenas de notas fiscais que comprometem a idoneidade de Eurico Miranda e companhia. Os nomes do advogado Nélio Braga Chambarelli, Ricardo Vasconcellos, ex-assessor da presidência, e João Carlos Gomes Ferreira, ex-presidente do Conselho Deliberativo, foram citados motivados por comprovantes pagos pela tesouraria do clube.
De acordo com o estatuto do clube, tais funcionários não poderiam ser remunerados baseado no artigo 136 (não pode integrar nenhum dos poderes o sócio que este preste, sob qualquer forma, serviço remunerado). Além dos quatro nomes citados, outro advogado aparece na história. Trata-se de Marlan Marinho Júnior, uma vez que este recebeu honorários advocatícios referente à uma ação contra Eurico Miranda.
Além das irregularidades direcionadas aos cargos no clube, Coelho foi além ao divulgar que o ex-presidente utilizava recursos do clube para fins particulares, além de financiar a campanha da "Chapa Azul" na eleição de 2006.

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