Rio, 22 (AE) - O vice-presidente do Vasco, Eurico Miranda, garante que não há interferência no futebol do clube porque o contrato entre o Vasco e o Banco Liberal foi alterado por meio de aditivos. Mas não há nenhum aditivo ao contrato registrado no centro de consulta da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), onde estes documentos estão à disposição do público, segundo a assessoria de comunicação da CVM.
A assessoria informou que ainda pode estar tramitando o registro de alguma mudança no contrato - mas o tempo que o processo leva para ser concluído dura no máximo 48 horas. Eurico não quis informar a data em que os aditivos foram lavrados.
Segundo o dirigente, a cláusula 4, que prevê a ingerência, foi suprimida. "Pelo contrato atual, o banco não tem nenhuma possibilidade de intervir no futebol do Vasco", assegurou. Eurico disse que a VascoLic não pode comprar parte do passe de nenhum jogador do Vasco, como está previsto no item 4.1. "Também não tem nada disso deles exigirem a venda de uma atleta que não pertence ao Vasco", observou, referindo-se ao item 4.3.
Outra observação feita por Eurico foi em relação à cláusula 10 - que dá a VascoLic o direito de auditar o futebol vascaíno. Segundo ele, essa cláusula foi extinta. "Eles até podem nos auditar porque não temos nada a esconder, mas isso não está previsto no contrato", contou.
Eurico garantiu que o montante de R$ 34 milhões é antigo e que o novo valor é superior. "É muito mais do que isso", afirmou. De acordo com ele, o Vasco não vai ficar sem receber a sua parte na exploração da marca até que o Banco Liberal recupere o dinheiro investido. "Esse item também caiu." O dirigente garantiu que as modificações no contrato forma feitas com a concordância das duas partes. "O contrato inicial é como a constituição de 1940, que está ultrapassada em relação à atual", disse. O presidente da Vasco Lic, Fernando Gonçalves, não foi encontrado até o começo da noite de hoje para comentar o assunto.

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