Eurico Miranda centrou fogo na Rede Globo ao tentar se eximir das responsabilidades pelos incidentes em São Januário, na final da Copa João Havelange, quando a queda do alambrado feriu 210 torcedores.
Em depoimento espontâneo à CPI da CBF/Nike na Câmara, logo após o de Ronaldo, o dirigente vascaíno, também deputado federal (PPB-RJ) e membro da própria comissão de inquérito, disse que a Globo, detentora dos direitos de transmissão do torneio, exigiu que a final fosse às 16 horas.
Segundo ele, após o acidente, a Globo começou a defender a continuação do jogo. ‘‘Aos 31 minutos, oito minutos após o acidente, o José Roberto Wright (comentarista da Globo) foi a favor do reinício.’’ Para Eurico, a mudança de atitude da emissora, cujos comentaristas passaram a condenar a continuação do jogo, deu-se por ele ter ‘‘parado tempo demais’’. Se continuasse, a Globo não poderia exibir suas novelas. Influenciado pela emissora, o governador do Rio, Anthony Garotinho, teria exigido o fim do jogo, insinuou.
O dirigente disse ainda que a Globo manda no futebol do Brasil e que, por exigência dela, a nova final, marcada para o dia 18, será às 16 horas.

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