Eurico Miranda depõe e ataca a Rede Globo
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quinta-feira, 11 de janeiro de 2001
Agência Folha De Brasília 
Eurico Miranda centrou fogo na Rede Globo ao tentar se eximir das responsabilidades pelos incidentes em São Januário, na final da Copa João Havelange, quando a queda do alambrado feriu 210 torcedores.
Em depoimento espontâneo à CPI da CBF/Nike na Câmara, logo após o de Ronaldo, o dirigente vascaíno, também deputado federal (PPB-RJ) e membro da própria comissão de inquérito, disse que a Globo, detentora dos direitos de transmissão do torneio, exigiu que a final fosse às 16 horas.
Segundo ele, após o acidente, a Globo começou a defender a continuação do jogo. Aos 31 minutos, oito minutos após o acidente, o José Roberto Wright (comentarista da Globo) foi a favor do reinício. Para Eurico, a mudança de atitude da emissora, cujos comentaristas passaram a condenar a continuação do jogo, deu-se por ele ter parado tempo demais. Se continuasse, a Globo não poderia exibir suas novelas. Influenciado pela emissora, o governador do Rio, Anthony Garotinho, teria exigido o fim do jogo, insinuou.
O dirigente disse ainda que a Globo manda no futebol do Brasil e que, por exigência dela, a nova final, marcada para o dia 18, será às 16 horas.


