Eurico desafia TJD e desdenha de interdição
Agência Estado
Do Rio de Janeiro
O vice-presidente de Futebol do Vasco, Eurico Miranda, desafiou ontem o Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) e disse que não vai aceitar a interdição de São Januário. A medida foi tomada por unanimidade, quinta-feira, pelos sete auditores do tribunal, por causa dos incidentes ocorridos na partida Vasco 1 x Paraná 1, domingo, interrompida após o campo ter sido invadido por Eurico.
Em despacho, assinado ontem pelo vice-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Alfredo Nunes, o jogo Vasco x São Paulo, quarta-feira, foi transferido de São Januário para o Maracanã. Eurico, no entanto, ignorou a decisão e afirmou que o jogo vai ser no estádio do Vasco. Tenho meios legais de garantir a realização dessa partida em São Januário, disse.
O dirigente também desdenhou de sua suspensão por 30 dias, anunciada ontem. Isso é uma palhaçada; eu entrei em campo para evitar uma catástrofe, que teria como responsável aquele irresponsável do Paulo César, disse, referindo-se ao árbitro Paulo César de Oliveira, que expulsou três jogadores do Vasco na partida.
O TJD prepara-se para uma batalha judicial, já na segunda-feira, com clubes, dirigentes, jogadores e árbitros punidos com suspensão preventiva na quinta-feira. A expectativa no TJD é pela chegada de mandados e liminares que sustem as penas. O presidente do TJD, Sérgio Zveiter, reafirmou que as punições só podem ser revistas, na esfera da Justiça Desportiva, quando a Comissão Disciplinar do TJD se reunir para julgar os casos, o que só deverá ocorrer em duas semanas.
Zveiter, que também é secretário de Justiça do Estado, não foi encontrado até o início da noite, para comentar as declarações de Eurico. A iniciativa do TJD foi bastante elogiada por vários segmentos do futebol. O técnico da seleção brasileira, Wanderley Luxemburgo, disse que a decisão foi corretíssima. Só se inibe a violência com punição, e o TJD agiu com perfeição, declarou. Seu auxiliar Candinho também fez comentários sobre as punições. Há gente dando até voadora em campo; perdeu-se o respeito ao colega, ao profissional.





