Rio de Janeiro - À revelia da Justiça, clubes e ligas do futebol carioca promoveram ontem uma tumultuada eleição, comandada pelo presidente do Vasco, Eurico Miranda, para saber quem comandará da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) até 31 de dezembro de 2007. Rubens Lopes, o atual presidente, foi aclamado, mas como está afastado da federação desde 6 de fevereiro por decisão da juíza da 7 Vara Empresarial, Márcia Cunha, o resultado do pleito não deve ter validade.
De acordo com a juíza, Lopes não poderia concorrer. Três clubes se recusaram a votar: América, Flamengo e Botafogo. E, apesar de ter dirigido a assembléia, com a presença de seguranças particulares, Eurico reconheceu que a votação não deve prevalecer. ''Há 99% de probabilidade de a eleição ser impugnada'', disse o cartola vascaíno.
Ele entrou na sede da federação aos gritos e discutiu com um delegado da Polícia Civil, que estava no local para impedir a realização da eleição.
''Eu sou o dono da federação. Eu sou o dono, dono, um dos donos da federação. Meu clube é fundador. Vamos fazer sim'', disse Eurico Miranda, impondo a votação.
Depois, de posse do microfone, anunciou o nome de Rubens Lopes e pediu o voto por aclamação dos presentes. O interventor da Ferj, Hekel Raposo, nomeado em 6 de fevereiro com a tarefa de marcar uma data para a eleição, deixou a entidade e foi relatar os incidentes à juíza Márcia Cunha.

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